
O supervisor operacional da instalação de combustíveis do Aeroporto Internacional António Agostinho Neto da Sonangol Distribuição & Comercialização (SD&C), Yuri Patrício dos Santos Alberto, de 43 anos, foi condenado a seis meses de prisão efectiva e ao pagamento de uma multa aduaneira de 64.530 euros, depois de ter sido interceptado no Aeroporto de Marselha-Provence, em França, com milhares de maços de cigarros de contrabando.
Segundo um comunicado da Direcção Regional das Alfândegas de Marselha, divulgado a 29 de Setembro, Yuri Alberto foi detido na noite de 24 de Setembro, juntamente com uma cidadã portuguesa, de 34 anos, quando agentes da Brigada de Vigilância Externa de Marignane realizavam controlos no terminal 1A do aeroporto.
Embora aparentassem viajar separadamente, os dois passageiros tinham seguido o mesmo itinerário, de Luanda para Marselha, com passagem por Lisboa. Cada um transportava seis malas de porão, num total de 12 volumes.
Durante a inspecção, os agentes aduaneiros encontraram cigarros acondicionados nas malas, sem roupas ou outros objectos pessoais. No total, foram apreendidos 11.770 maços de cigarros, avaliados em 153.010 euros, segundo o valor de referência no mercado francês.
A primeira operação permitiu detectar 4.780 maços da marca Golden Bridge, avaliados em 62.140 euros. Na segunda, foram encontrados 6.990 maços das marcas Golden Bridge, Wildhorse, Gold Wildhorse e Modern, com um valor estimado de 90.870 euros.
Após a apreensão da mercadoria, os dois passageiros foram colocados sob custódia aduaneira e, por instrução do Ministério Público de Aix-en-Provence, entregues a um oficial da Polícia de Fronteiras para os procedimentos judiciais.
Os dois arguidos foram apresentados ao Tribunal Judicial de Aix-en-Provence em julgamento imediato, dois dias depois da detenção.
De acordo com as autoridades aduaneiras, durante a audiência foram identificadas várias incoerências nas declarações prestadas pelos passageiros.
Yuri Alberto foi condenado a seis meses de prisão efectiva, com ordem de entrada imediata no estabelecimento prisional, interdição definitiva de permanência em território francês e pagamento de uma multa aduaneira de 64.530 euros. O tribunal determinou igualmente o confisco dos bens apreendidos.
A cidadã portuguesa recebeu uma pena de nove meses de prisão efectiva, também com ordem de entrada imediata na prisão, interdição definitiva de permanência em França e uma multa aduaneira de 188.730 euros, além do confisco da mercadoria.
O comunicado acrescenta que a passageira portuguesa já tinha sido alvo de dois processos recentes por factos semelhantes no Aeroporto de Paris-Orly, em Abril e Maio de 2026.
As autoridades aduaneiras francesas indicam ainda que, em 2025, a Direcção Regional das Alfândegas de Marselha apreendeu 10,5 toneladas de tabaco, referindo que 2026 tem sido marcado por várias apreensões de dimensão significativa na região de Bouches-du-Rhône.