
Finalmente, o Serviço de Investigação Criminal (SIC) anunciou a detenção de dois suspeitos ligados à morte do cidadão João Francisco Rolando, conhecido por “Tchutchu”, encontrado sem vida a 23 de Janeiro de 2023, na vida pública, no bairro Sagrada Esperança, no município de Mbanza Kongo, província do Zaire.
Segundo uma nota de imprensa divulgada pela Direcção Provincial do SIC no Zaire, a que o Imparcial Press teve acesso, foram detidos Afonso Mbiyavanga Nzuzi, efectivo do SIC e intendente de investigação criminal, que à data dos factos exercia funções como chefe do SIC municipal do Nzeto, e Conceição João Pereira.
Ambos são suspeitos dos crimes de associação criminosa e homicídio qualificado, em razão dos motivos, e as detenções resultam de uma investigação que se prolongou por mais de três anos.
O processo-crime foi inicialmente registado com autoria desconhecida, mas as diligências e perícias realizadas permitiram concluir que a morte de Tchutchu terá resultado de uma acção criminosa premeditada, alegadamente planeada pelos dois detidos, considerados pelas autoridades como autores morais do homicídio.
Conforme o SIC, o alegado crime teria como objectivo silenciar a vítima, que reclamava justiça pela morte da sua filha, Ema Pereira João Rolando, de nove anos de idade.
A menor foi dada como morta por suicídio a 19 de Junho de 2020, mas investigações posteriores apontaram que terá sido asfixiada, presumivelmente pela própria mãe – ex-esposa de Tchutchu – e por outros envolvidos.
As autoridades recordam que os dois suspeitos já estiveram envolvidos no processo relacionado com a morte da menor. Afonso Mbiyavanga Nzuzi foi condenado, em Agosto de 2024, a sete anos de prisão pelos crimes de favorecimento, abuso de poder, prevaricação e obstrução à justiça, encontrando-se em liberdade devido a um recurso com efeito suspensivo. Já Conceição João Pereira havia sido absolvida por insuficiência de provas nesse processo.
Após a detenção, os dois cidadãos foram apresentados ao Ministério Público e posteriormente ao juiz de garantias para os trâmites legais subsequentes.
O SIC refere ainda que as investigações prosseguem, com diligências em curso para a localização e detenção de outros possíveis envolvidos no caso.