Sindicatos pedem libertação de grevistas detidos e ameaçam recorrer à justiça
Sindicatos pedem libertação de grevistas detidos e ameaçam recorrer à justiça
Enfermeiros greve

As centrais sindicais condenaram a “atitude abusiva” da Polícia Nacional e apelaram à libertação de três sindicalistas detidos durante a greve geral que se iniciou ontem, quarta-feira, 20, admitindo recorrer à justiça.

As três centrais sindicais saudaram, num comunicado, a adesão dos trabalhadores à greve, que estimam na ordem dos 95 por cento, condenando a atitude dos agentes da Polícia Nacional que retiveram alguns trabalhadores nas cidades do Bengo e do Huambo.

A Central Geral de Sindicatos Independentes e Livres de Angola (CGSILA), a União Nacional dos Trabalhadores Angolanos – Confederação Sindical (UNTA-CS) e a Força Sindical – Central Sindical (FS-CS) apelaram também à “libertação incondicional” do funcionário da Educação e dos dois funcionários da ENDE (distribuidora elétrica), “sob pena de desencadearem manifestações pública a nível nacional”.

Admitem ainda intentar acções judiciais contra os agentes da Polícia Nacional e gestores das unidades hospitalares por violação da lei da greve.

No mesmo comunicado, as centrais denunciam coação sobre os delegados provinciais da justiça “através de orientações superiores distribuídas por mensagens de whatsapp” e pedem aos trabalhadores que se “mantenham firmes nesta luta pela sobrevivência”.

Vídeos divulgados nas redes sociais dão conta de um protesto de profissionais de saúde do Hospital Geral do Bengo, exigindo a libertação de um colega e a detenção de um delegado sindical no Huambo.

Os funcionários públicos iniciaram ontem a primeira fase da greve geral convocada pelas três centrais sindicais, que terá a duração de três dias.

As três centrais sindicais aprovaram, por unanimidade, uma greve geral interpolada com início a 20 de Março e que vai decorrer em três fases, com um primeiro período de três dias entre 20 e 22 de Março, outro de sete dias entre 22 e 30 de Abril e outros 11 dias entre 3 a 14 de Junho de 2024.

Os sindicatos concluíram que o Governo não respondeu de forma satisfatória ao seu caderno reivindicativo – aumento do salário mínimo, subida dos salários da função pública, actualização de subsídios e desagravamento dos impostos – e decidiram, em assembleia geral, avançar para uma paralisação total.

in Lusa

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