
Depois dos últimos pronunciamentos de Donald Trump a volta de Zelensky e com o anúncio da compra do petróleo russo aproximadamente a 4,8 milhões de toneladas equivalente cerca de 36 milhões de barris de petróleo, tenho recebido muitos recados e críticas pelo facto de ter sido apoiante de Zelensky.
Muitos acham que Zelensky não deveria ter resistido face a esta invasão russa e para muitos outros, a semelhança da ocupação da Crimeia em 2014, ao silêncio do mundo inteiro, seria melhor opção.
Não concordo! Pois, vou deixar aqui 10 pontos que justificam a minha posição em condenar a invasão Russa a Ucrânia:
1. Violação do Direito Internacional – A invasão viola a Carta das Nações Unidas, que proíbe o uso da força contra a integridade territorial de outro Estado soberano;
2. Violação da soberania da Ucrânia – A Ucrânia é um Estado independente e reconhecido internacionalmente desde 1991 pois, enhum país tem o direito de decidir o futuro dos outros a força com ocupação de território;
3. Quebra de acordos assinados pela própria Rússia – A Rússia assinou o Memorando tripartido de Budapeste em 1994, comprometendo-se a respeitar as fronteiras da Ucrânia em troca do abandono das armas nucleares, assinado pela Ucrânia, Bielorrússia e Cazaquistão tendo como garantes, Rússia, Estados Unidos e Reino Unido. Memorando este quebrado pela Rússia em 2014 com a ocupação da Crimeia;
4. Crimes contra civis – Bombardeamentos a hospitais, escolas, prédios residenciais e corredores humanitários configuram graves violações do direito humanitário e possíveis crimes de guerra;
5. Crise humanitária deliberada – A guerra forçou mais de 6 milhões de ucranianos a refugiado-se e milhões de deslocados internos criando assim a maior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial;
6. Ameaça à segurança global – O uso de chantagem energética, o bloqueio de cereais e as ameaças nucleares constantes colocam em risco não só a Europa, mas a estabilidade do mundo inteiro;
7. Destruição económica e cultural – A tentativa sistemática de apagar a identidade ucraniana, com a destruição de museus, igrejas, escolas e o rapto de crianças ucranianas para território russo;
8. Precedente perigoso – Se a força for aceite como forma de mudar fronteiras, nenhum país pequeno no mundo estará seguro porque, se hoje olhamos impavidamente num silêncio insurdecedor para a situação da Ucrânia, amanhã pode ser qualquer outro país;
9. Mentira como justificações infundadas – A alegada “desnazificação” e a defesa contra a NATO são pretextos sem fundamento. A Ucrânia nunca representou uma ameaça militar real para a Rússia;
10. A paz só é possível com Justiça – Não pode haver paz duradoura baseada na recompensa ao agressor, condenar a invasão é defender o princípio de que as fronteiras não se mudam com tanques.
Tenho dito!