Angola gasta 300 milhões de dólares/ano na importação de proteína animal
Angola gasta 300 milhões de dólares/ano na importação de proteína animal
porto Lua

O país gasta, anualmente, cerca 300 milhões de dólares com importação de proteína animal, anunciou, terça-feira, em Luanda, o secretário-geral da Cooperativa dos Criadores de Gado do Sul de Angola (CCGSA), Carlos Damião, à margem do seminário Brasil-Angola sobre “Pecuária Sustentável”.

O secretário-geral apelou o aumento de apoio e incentivo aos agentes operadores do sector com vista a produzir mais para tornar o país auto-suficiente em carne.

Nesta altura, disse, já existe alguma qualidade no produto produzido localmente, restando apenas a elevar a quantidade para transformar esta área em alavanca do desenvolvimento a nível nacional.

Dos quatro milhões de cabeças de gado bovino, entre fêmeas e machos, existentes na zona Sul, o país carece, em espaço de seis anos, um mínimo de 10 milhões de cabeças de gado bovino para conseguir responder à procura no mercado de consumo.

Segundo o responsável, no país existem vários produtores de gado bovino, dos quais cerca de cinco mil se encontram na zona Sul.

O pecuarista que acredita em dias melhores, refere que com o actual ritmo de crescimento do sector, Angola poderá nos próximos seis anos tornar-se auto-sustentável reduzindo com isso significativamente as taxas de importação deste alimento.

O gestor de Projectos Sectoriais da Agência Brasileira de Promoção e Investimentos (APEX), Anderson Did, realçou que no âmbito do potencial agropecuário de Angola, os empresários brasileiros juntam-se ao seminário para mostrar as tecnologias que podem ajudar o desenvolvimento do empresariado local.

Para este sector, destacou que o grande objectivo da missão brasileira é tornar Angola mais competitiva e contribuir para a criação de condições para que determinadas empresas desenvolvam tecnologia para auxiliar localmente este plano.

in JA

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