
O presidente da Comissão Executiva da TAAG, Nelson Pedro Rodrigues de Oliveira, estará actualmente sem margem efectiva de decisão dentro da companhia aérea estatal, limitando-se, segundo fontes internas do Imparcial Press, à formalização de actos administrativos definidos pelo conselho de administração.
As informações surgem numa altura de crescente tensão nos bastidores da transportadora nacional, marcada por exonerações internas e disputas de poder entre administradores e figuras ligadas ao sector político.
Fontes próximas da companhia afirmam que Nelson Oliveira perdeu influência após a saída de cena de dois dos seus principais apoiantes políticos: o antigo procurador-geral da República, Hélder Pitta Gróz, e o ex-secretário de Estado, Rui Carreira, apontados como figuras determinantes para a sua permanência na liderança da TAAG, apesar de alegadas reservas do Ministério dos Transportes.
De acordo com as mesmas fontes, enquanto Hélder Pitta Gróz ocupava o cargo de procurador-geral, mantinha uma relação de proximidade pessoal com o PCE da TAAG, funcionando como um dos principais escudos políticos da actual gestão.
Com a saída destas figuras do núcleo de poder, Nelson Oliveira teria passado a exercer funções meramente protocolares, sendo obrigado a assinar decisões administrativas previamente definidas por outros responsáveis da empresa.
O episódio mais recente citado pelas fontes internas envolve a exoneração de Cidalina de Oliveira Tavares Ferreira Sales do cargo de directora de Operações de Capital Humano e Cultura Organizacional.
Conforme relatos recolhidos pelo Imparcial Press, a exoneração terá ocorrido por iniciativa da administradora do pelouro Jurídico e Capital Humano, Neide Pinto do Rosário Teixeira, sem comunicação prévia directa à responsável afastada.
As fontes afirmam que, no dia 2 de Abril de 2026, Cidalina Sales terá sido surpreendida ao verificar o bloqueio repentino da sua conta de correio electrónico institucional antes do final do expediente, tendo tomado conhecimento informal da exoneração através de mensagens e cumprimentos enviados por colegas que já haviam recebido o despacho interno.
O caso é descrito internamente como mais um sinal do ambiente de instabilidade e fragmentação dentro da companhia aérea estatal, que nos últimos anos tem enfrentado sucessivas polémicas ligadas à gestão, reestruturação financeira e influência política.
A TAAG atravessa um período de profundas transformações operacionais e institucionais, incluindo o processo de modernização da frota, transferência gradual de operações para o Aeroporto Internacional Dr. António Agostinho Neto e preparação para futuras parcerias estratégicas internacionais.