
O Tribunal de Contas iniciou uma investigação sobre a gestão na província do Uíge durante o mandato de Paulo Pombolo, actual Secretário-Geral do MPLA, que governou a província entre 2009 e 2017.
A investigação, segundo o Club-K, está a causar desconforto entre antigos membros do governo do Uíge, uma vez que, em vez de convocar directamente o ex-governador, o juiz conselheiro relator do Tribunal de Contas, Rigoberto Kambovo, decidiu mover um processo de auditoria contra altos funcionários do governo provincial.
A segunda câmara do Tribunal de Contas convocou, no passado dia 30 de Maio, os seguintes elementos:
Todos foram considerados como estando em parte incerta, sendo-lhes concedido um prazo de 30 dias para se apresentarem junto à 2ª secção da câmara do Tribunal de Contas.
A decisão de considerar os visados em parte incerta foi contestada por alguns observadores. Catarina Pedro Domingos, por exemplo, reside na província do Uíge e é membro do Bureau Político do MPLA. Francisco Nosse Manteiga, antigo director do GEPE, faleceu durante a pandemia de Covid-19.
Adicionalmente, fontes indicam que nenhum dos intimados exerceu funções de gestão na província do Uíge durante o mandato de Paulo Pombolo, mas sim durante o governo de Pinda Simão.
Além de Francisco Manteiga, outros quadros que estavam em funções durante a governação de Pombolo também faleceram em circunstâncias consideradas suspeitas, incluindo um antigo Secretário-Geral do governo provincial, conhecido como “Cambila”, e um antigo responsável pelas finanças da direcção de educação.
Há quem acredita que a omissão do nome de Paulo Pombolo na intimação do Tribunal de Contas levanta suspeitas de que a “culpa vai morrer solteira”.