Organizadores da manifestação “Fica em Casa” com paradeiros incertos
Organizadores da manifestação "Fica em Casa" com paradeiros incertos
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Após o anúncio da manifestação “Fica em Casa“, que tem como objetivo mobilizar os angolanos a manifestarem-se pacificamente nas suas residências, sob o lema “Reflectir o País“, em resposta aos casos registados de brutalidade policial nas últimas manifestações, os promotores desta iniciativa encontram-se foragidos e com paradeiros incertos.

De acordo com informações obtidas pela nossa redação, alguns promotores receberam ameaças e enfrentaram tentativas de captura.

No entanto, não há informações precisas sobre o paradeiro de membros como Nelson Adelino Dembo (Gangsta 77), Timóteo Miranda, Nelson Mavenda e Kota Nguma.

No mês passado, um dos promotores, Jerónimo Nsisa, foi interrogado pelo procurador Santos Adão, do SIC/Mbanza Kongo, num processo em que havia denunciado o governador provincial do Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, por casos de corrupção na província.

Após o depoimento, Nsisa foi forçado a mudar de residência devido a várias chamadas anónimas que ameaçavam a integridade da sua família.

A mobilização para a manifestação “Fica em Casa” tem ocorrido principalmente através das redes sociais, gerando debates significativos no panorama político. A adesão popular tem sido expressiva, com diversos vídeos a circular nas redes sociais, especialmente no TikTok.

Muitas figuras públicas estão a ser pressionadas a pronunciarem-se e a tomarem uma posição face a esta situação de tensão política. A partir do chamado “Bunker”, Nelson Adelino Dembo tem produzido diversos vídeos que têm sido amplamente republicados em várias plataformas como forma de divulgação da actividade.

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