SIC detém falsos efectivos do Ministério do Interior por extorsão
SIC detém falsos efectivos do Ministério do Interior por extorsão
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A Direcção Municipal de Viana do Serviço de Investigação Criminal (SIC-Luanda) deteve três cidadãos nacionais, com idades entre 32 e 43 anos, que se faziam passar por efectivos dos órgãos afectos ao Ministério do Interior, na via pública, com o objectivo de extorquir cidadãos, soube o Imparcial Press.

Os detidos, Domingos Pedro Manuel Feliciano “Meini” (agente de 1.ª classe), Igor Garcia Pedro “Surra” (agente de 3.ª classe) e Rui Domingos Neto “Trator”, estão agora sob custódia das autoridades e irão responder por uma série de crimes graves, incluindo associação criminosa, fabrico, tráfico, detenção e alteração de armas e munições proibidas, falsa identidade, falsificação de documentos e ameaças de morte.

As detenções, segundo o informe enviado à redacção do Imparcial Press, ocorreram a 22 de Julho, por volta das 14h00, no Distrito Urbano da Estalagem. Segundo fontes do SIC-Luanda, os suspeitos foram interceptados enquanto se faziam passar por agentes de autoridade, utilizando passes falsificados do Serviço de Investigação Criminal e da Polícia Nacional.

Os mesmos abordaram uma viatura de marca Jimbei, de cores azul e branca, que operava como táxi público na rota Cuca-Estalagem, sob o protesto de que o condutor e o cobrador estavam a cometer crimes de especulação de preços e encurtamento de rotas.

Os falsos agentes exibiram os passes falsificados e, sob ameaça de morte, algemaram o cobrador, exigindo dinheiro em troca da sua liberdade. A tentativa de extorsão foi interrompida por uma equipa de patrulhamento da Polícia Nacional, que deteve-os no local.

Durante a operação, foram apreendidas duas pistolas – uma de marca Macarov, com carregador e quatro munições, e outra de marca Walther, com carregador e seis munições – além de três passes de identificação falsos, dois em nome do Serviço de Investigação Criminal e um em nome da Polícia Nacional.

As investigações levadas ao cabo revelaram que a pistola Macarov pertencia a uma empresa de segurança privada onde um dos suspeitos trabalhava, enquanto a pistola Walther era de uso exclusivo das Forças Armadas Angolanas (FAA).

Os passes falsificados foram adquiridos através de um cidadão residente no município do Cazenga, numa rua conhecida por “Pau Grande”.

Os três falsários já foram apresentados ao Ministério Público e ao juiz de garantias para os devidos trâmites legais.

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