Ministra do Ambiente alerta para a contaminação da Baía de Luanda
Ministra do Ambiente alerta para a contaminação da Baía de Luanda
Luanda

A ministra do Ambiente, Ana Paula de Carvalho, alertou para o risco à saúde a utilização das zonas marítimas próximas dos portos de Luanda, pesqueiro e áreas adjacentes, face ao surgimento, ontem, sexta-feira, 13, de uma substância desconhecida na orla costeira.

Em declarações à imprensa, Ana Paula de Carvalho disse que tão logo tomou conhecimento da situação, foram colhidas amostras, que foram levadas ao laboratório para a análise do que se trata.

Só depois dos resultados, explicou, é que tomaremos medidas mais assertivas para a protecção da vida marinha desta zona e a da população usuária.

A ministra, que falava por ocasião do Dia Mundial da Preservação da Camada de Ozono, alertou, também, para a necessidade de restrições nas actividades marítimas, assim como o consumo de produtos tirados das áreas afectadas, por provavelmente estarem contaminados.

“Apelamos à máxima compreensão da população para seguirem as medidas de prevençâo, até serem conhecidos os resultados finais das amostras recolhidas pelos nossos técnicos e agentes da Polícia Fiscal Aduaneira, que estão a investigar a origem e a extensão do problema”, ressaltou.

Além das acções já realizadas, a ministra informou que foi criado um grupo multissectorial, composto pelos ministérios do Ambiente, Transportes, Pescas e Recursos Marinhos, Interior, Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social e pelos institutos nacionais de Investigação Pesqueira e Marinha, Meteorologia e Geofísica e do Governo Provincial de Luanda, que trabalha na coordenação e gestão da situação.

Ana Paula de Carvalho disse ser prematuro lançar medidas conclusivas, até que sejam concluídas as análises laboratoriais. “Temos o compromisso de, tão logo tenhamos as análises concluídas, divulgar as informações necessárias e as acções a serem implementadas, fazendo valer o nosso compromisso de proteger o Ambiente”, garantiu.

Por outro lado, Ana Paula de Carvalho assegurou que, até terça-feira (10), houve uma redução na manifestação das manchas espalhadas pela orla marítima. No entanto, um dia depois, o fluído reapareceu em grandes proporções, abrangendo áreas adicionais como as baías de Luanda e do Mussulo.

Preservação da Camada de Ozono

A ministra informou que Angola ratificou, em 1998, a Convenção de Viena e o Protocolo de Montreal, tornando-se parte signatária desde Maio de 2000, assim como é parte signatária das cinco emendas ao Protocolo de Montreal.

Ana Paula de Carvalho sublinhou que Angola, para fazer face às convenções e protocolos rubricados internacionalmente, desenvolveu o Programa Nacional de Eliminação Progressiva do uso e consumo de substâncias destruidoras da Camada de Ozono, assim como constituiu a Unidade Nacional do Ozono, que, desde 2003, tem trabalhado na implementação do Protocolo de Montreal no país.

A também ambientalista disse que a destruição da Camada de Ozono é um dos mais sérios problemas ambientais de alcance global.

“A Camada de Ozono está a ser destruída por substâncias produzidas pelo homem em laboratórios e utilizadas pelos sectores de refrigeração, ar condicionado, Agricultura, extinção de incêndios, indústria de espuma, solventes e aerossóis”, lamentou.

País ganha laboratório de referência

Durante o evento, Ana Paula de Carvalho procedeu à inauguração do Laboratório de Referência em Novas Técnicas de Refrigeração e Ar condicionado, que vai funcionar na recolha e reciclagem de gases com grande influência na destruição da Camada de Ozono, armazená-los ou destrui-los para a não poluição da atmosfera.

Instalado no bloco C do Centro Integrado de Formação Tecnológica (CINFOTEC), o laboratório está a funcionar com 36 técnicos formados, recentemente, pela Unidade da Camada de Ozono.

Na ocasião, a ministra do Ambiente considerou o laboratório uma mais-valia naquilo que são as acções desenvolvidas pelo Estado angolano, particularmente o Ministério do Ambiente, na preservação da atmosfera.

in JA

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