
Os trabalhadores da Epinosul, uma empresa privada responsável pelos serviços de atracação, desatracação e amarração no Porto de Luanda, denunciaram publicamente uma série de abusos e más condições de trabalho promovidas pela direção da empresa.
Segundo os mesmos, a gestão da empresa Epinosul é marcada por maus tratos, tortura psicológica, intimidações, intrigas e perseguições, que têm afetado gravemente o ambiente de trabalho.
Desde 2015, a empresa é dirigida por José Luís de Oliveira, que inicialmente contava com a colaboração de José Arnaldo Pinho Oliveira Faria, administrador delegado e profundo conhecedor do sector marítimo.
Acontece que, após à morte de Faria, o responsável da empresa nomeou Jorge Bartolomeu João para o cargo. Segundo os denunciantes, a partir dessa mudança, o ambiente de trabalho, que já era considerado ruim, piorou ainda mais.
Actualmente, os trabalhadores descrevem a Epinosul como uma empresa tecnicamente fragilizada, incapaz de atender adequadamente às demandas de serviço, surgindo relatos de que os mesmos são tratados como “mendigos”, temendo represálias caso apresentem reclamações.
“Se reclamares de alguma coisa, és visto como inimigo e contra a empresa”, afirma um dos trabalhadores.
Os denunciantes destacam ainda que, embora a Epinosul seja uma empresa produtora com operações ininterruptas de 24 horas por dia, os empregados não são devidamente valorizados, e a sua condição social é ignorada pela gestão.
Apesar de as autoridades portuárias, o Ministério dos Transportes e a Inspeção Geral do Trabalho (IGT) estarem cientes da situação, até o momento, nenhuma medida foi tomada para melhorar as condições denunciadas.