Tripulantes estrangeiros hospedados no hotel Alvalade preocupam sindicatos da TAAG
Tripulantes estrangeiros hospedados no hotel Alvalade preocupam sindicatos da TAAG
Alvalade

O plano de contingência da TAAG – Linhas Áreas de Angola que contava com 53 tripulantes estrangeiros e duas aeronaves alugadas, preocupa os sindicatos da companhia nacional, que consideram não haver justificação para que a tripulação continue alojada numa unidade hoteleira de cinco estrelas, em Luanda, desde 7 de Outubro último, cujo preço de cada quarto não é inferior a 200 mil Kwanzas.

Num comunicado conjunto do Sindicato de Pilotos Linha Aérea (SPLA), Sindicato do Pessoal Navegante de Cabine (SINPROPNC) e do BUREAU SINDICAL da TAAG é referido que os colaboradores não entendem a razão pela qual ainda se observa a “manutenção em território nacional de duas aeronaves estrangeiras e respectivos tripulantes (53), que vieram para um plano de contingência para acudir uma greve que foi suspensa, no dia 11 do mês corrente”.

Os sindicalistas lamentam, também, que “os tripulantes acima referidos continuam hospedados numa unidade hoteleira de cinco estrelas”, em Luanda, “desde o dia 07 de Outubro, cujo preço de cada quarto não é inferior a 200 mil Kwanzas, acrescido aos custos do serviço de lavandaria e outros extras, sem benefício evidente para a companhia”.

No documento consideram não haver qualquer razão para que a TAAG esteja a gastar recursos financeiros, “que a administração advoga tanto não possuir e que consequentemente não trarão qualquer retorno para a empresa”.

Os colaboradores não concordam, igualmente, que sejam utilizados “o nome e os símbolos da TAAG em aeronaves alugadas”, considerando que as aeronaves devem ser operadas e mantidas “maioritariamente por capital humano da companhia” e não por tripulantes estrangeiros como se tem verificado até ao momento.

A missiva acrescenta que o comportamento por parte da transportadora aérea nacional, que “tem suprimido os direitos adquiridos pelos colaboradores ao longo dos anos, não permitindo com que possam beneficiar dos mesmos, através de medidas que se podem considerar retaliatórias, mormente a retirada dos bilhetes de facilidades, serviço de lavandaria e outros, em função da postura dos colaboradores, que têm exigido melhores condições de trabalho e melhores condições sociais” o que entendem como algo lamentável.

Necessidade imperativa

Os sindicalistas reiteram ainda que a TAAG tem de mostrar um maior comprometimento no sentido de tratar questões de necessidade imperativa como a “não recuperação das frotas Boeing 777 e 737” e em sentido inverso recorrer ao “aluguer desenfreado de aeronaves estrangeiras e nacionais, tal como das respectivas tripulações, não recorrendo ao capital humano da própria companhia o que a médio e a longo prazo conduzirá a consequências irreversíveis”.

No comunicado, os trabalhadores exigem à companhia “uma mudança do ponto de vista do atendimento ao cliente e do serviço que deve ser prestado aos passageiros que viajam na TAAG, uma vez que é uma transportadora aérea que deve pretender prestar um serviço de excelência, representando melhor o país no plano nacional e no plano internacional”.

Não obstante, o documento deixa bem patente que os colaboradores estão inteiramente disponíveis para estabelecer o diálogo com a administração da TAAG “visando um desfecho favorável do processo em curso para todas as partes envolvidas”, conclui a nota.

in JA

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