Leandro Porra detido no aeroporto 04 de Fevereiro
Leandro Porra detido no aeroporto 04 de Fevereiro
leandro arrop

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) em Luanda, em colaboração com o Departamento Nacional de Investigação Criminal-Aeroporto, procedeu esta segunda-feira, 07, à detenção de João de Deus Oliveira Gomes dos Santos, mais conhecido por Leandro Porra, ou se quiser “Arrop”, de 37 anos, soube o Imparcial Press junto de uma fonte oficial.

A detenção, realizada no Aeroporto Internacional 04 de Fevereiro, ocorreu em cumprimento de um mandado de detenção emitido pelo Ministério Público, no âmbito de uma investigação sobre um caso de homicídio qualificado.

Leandro Porra é acusado de estar envolvido no homicídio de Teodoro Renato Amado da Cunha, ocorrido em 8 de Fevereiro de 2022, na avenida 21 de Janeiro, localizada no Morro Bento, município de Talatona.

A vítima, de 31 anos, foi agredida com objectos contundentes durante um desentendimento de natureza passional em um convívio entre amigos. A agressão, na qual também estiveram envolvidos os irmãos do acusado – Luís Evanilson dos Santos, Pedro Miguel Oliveira dos Santos e Licílio Cláudio dos Santos – resultou na morte de Teodoro Cunha dois dias depois, na Clínica Multiperfil.

Após o crime, João de Deus refugiou-se em Portugal, onde permaneceu até seu retorno ao país. O suspeito entregou-se voluntariamente às autoridades angolanas, destacando a participação direta de seus irmãos no acto criminoso.

Segundo um informe do SIC, enviado à redacção do Imparcial Press, Leandro Porra (Arrop) será apresentado ao Ministério Público para os trâmites legais subsequentes, enquanto as investigações prosseguem para a completa elucidação dos factos.

No entanto, os seus advogados alegam que Leandro Porra (ou se quiser Arrop) não teve envolvimento direto no incidente que culminou no homicídio de Teodoro Renato.

Segundo os mesmos, na data dos factos, Leandro chegou ao local apenas para tentar apaziguar a situação, quando a vítima já havia perdido os sentidos. Desde então, ele custeou o tratamento médico da vítima, que veio a falecer posteriormente.

Dias depois, Leandro Porra abandonou o país alegando por questões de segurança, após receber ameaças e enfrentar desentendimentos com familiares da vítima.

Durante a sua estadia em Portugal, foi detido e investigado no âmbito do processo nº 945/22.7YRLSB, mas foi libertado após ser considerado inocente por falta de provas.

A decisão de regressar ao país, segundo os seus advogados, reflete a confiança de Arrop na justiça angolana e no princípio da presunção de inocência. Ele está disposto a cooperar integralmente com as investigações, visando esclarecer os fatos e restabelecer a verdade.

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