
A embaixadora de Angola na Alemanha, Balbina Malheiros Dias da Silva, enfrenta duras críticas da comunidade angolana devido à alegada falta de verbas para a reabertura do Consulado-Geral de Angola em Frankfurt, soube o Imparcial Press.
O encerramento deste consulado, que servia aproximadamente 80% da diáspora angolana na Alemanha, tem gerado indignação entre os cidadãos, que apontam para a falta de acção e de transparência por parte das autoridades.
A questão tornou-se ainda mais tensa em Outubro, quando a comunidade, reunida em Berlim, manifestou de forma aberta as dificuldades e custos que agora enfrenta para aceder a serviços consulares, obrigando muitos a deslocarem-se por centenas de quilómetros para tratar de documentos essenciais, como passaportes e bilhetes de identidade.
A centralização dos serviços em Berlim tem sido vista como uma medida que ignora as reais necessidades da maioria dos angolanos, que residem no sul do país e para quem as deslocações frequentes representam um encargo financeiro elevado e desnecessário.
No encontro realizado na Embaixada de Angola em Berlim, o secretário de Estado para Cooperação Internacional e Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, reiterou o compromisso do governo em “encontrar as melhores soluções para esta situação”.
Contudo, a ausência de prazos e planos concretos reforçou a desconfiança entre os membros da comunidade, que se sentem desamparados e questionam a prioridade dada pelo governo angolano às suas necessidades no exterior.
Para além das promessas e das palavras de Vieira Lopes, muitos angolanos presentes no encontro insistiram que estas declarações são, até ao momento, pouco mais do que retórica.
A frustração é crescente, apesar dos discursos sobre a importância da diáspora e do desenvolvimento social e económico dos cidadãos angolanos no exterior, faltam respostas práticas para as necessidades básicas e urgentes da comunidade.