Ex-director geral do SIC implicado em conspiração contra Eugénio Laborinho
Ex-director geral do SIC implicado em conspiração contra Eugénio Laborinho
laborinho

Dados obtidos pelo Imparcial Press, a partir de um documento reservado do Ministério do Interior, sugerem que o antigo director-geral do Serviço de Investigação Criminal (SIC), comissário-chefe António Paulo Bendje, não cumpriu ordens directas do ex-ministro do Interior, Eugénio César Laborinho, para combater a mineração ilegal de criptomoedas em Angola.

O relatório, proveniente da reunião do Conselho Consultivo Alargado do Ministério do Interior, realizada a 15 de Abril deste ano, destaca que Laborinho havia instruído o SIC e as delegações provinciais do MININT a adoptar medidas rigorosas contra esta actividade criminosa.

No entanto, segundo fontes do Imparcial Press, as directrizes foram ignoradas, levantando suspeitas de corrupção e conluio dentro da liderança cessante do SIC.

O relatório ministerial, em posse do Imparcial Press, apresentava – dentre várias orientações – três pontos principais relacionados ao combater a mineração ilegal de criptomoedas:

  • Elaboração de um plano estratégico: O SIC deveria propor acções concretas para reforçar os recursos humanos, meios técnicos e a formação necessária para combater a mineração ilegal.

    • Redução da actividade a zero: A meta era eliminar os prejuízos causados pela mineração de criptomoedas, incluindo o elevado consumo ilegal de energia eléctrica.

      • Identificação de instalações clandestinas: As delegações provinciais deveriam localizar e desmantelar operações ilegais, responsabilizando judicialmente os infratores.

        Apesar da clareza das orientações, o SIC realizou apenas pequenas operações divulgadas amplamente pela imprensa estatal, mas sem impacto significativo. Fontes internas do Imparcial Press descrevem estas acções como “tentativas de tapar o sol com a peneira”.

        As mesmas enfatizam que o incumprimento das ordens do então ministro pode ter sido deliberado. Alegadamente, elementos da direcção cessante do SIC teriam recebido subornos para proteger redes de mineração clandestina, comprometendo os esforços de combate ao fenómeno.

        “O desrespeito por estas ordens ministeriais não é apenas uma infração administrativa, mas um ataque directo à disciplina e hierarquia dentro do regime militar castrense”, descrevem.

        No contexto das forças de segurança, o não cumprimento de orientações superiores sem justificativa válida é tratado com severidade, incluindo sanções disciplinares e criminais.

        A mineração ilegal de criptomoedas em Angola causa perdas significativas, especialmente no consumo não autorizado de energia eléctrica, sobrecarregando as redes públicas e prejudicando comunidades vulneráveis. Além dos danos económicos, a inação do SIC compromete a credibilidade das instituições encarregadas de combater o crime organizado.

        Fontes do Imparcial Press observam que a postura da gestão cessante do SIC revela um padrão de negligência e conluio que enfraquece a segurança económica do país. A falta de uma resposta eficaz reflecte a necessidade urgente de reformas estruturais e de responsabilização dos envolvidos.

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