
Angola, particularmente, a sua capital, é feia devido à precariedade da maior parte das suas habitações. Quanto chove, Luanda é nojenta, perigosa e medonha.
Embora a prioridade seja o saneamento básico, Angola tem de requalificar os bairros suburbanos, com base em programas de prioridade. Por outros, deve regenerar alguns espaços públicos.
Angola prepara-se para festejar 50 anos de Independência, com muitos bairros com habitações precárias, nomeadamente, inúmeras casas de chapa e de madeira quase seculares.
Temos muitos bairros degradados, que não chegam ao nível da favelas do Rio de Janeiro ou de São Paulo, no Brasil. Por conseguinte, muitos habitantes têm vergonha de mostrar as suas casas ou locais onde os seus seus familiares próximos residem.
Não podemos continuar a permitir a construção em locais inadequados, do mesmo modo que não devemos permitir a construção de imóveis comerciais e residenciais precários, ao longo das estradas principais. Infelizmente, o poder local, a vários níveis, não tem exercido a sua função organizacional.
Quando vejo inúmeros bairros precários com ruas desniveladas, cheias de pedras e buracos, fico muito triste e envergonhado!
Não é este o país dos meus sonhos. Nasci e cresci num bairro suburbano, mas desde muito cedo me livrei da mentalidade e atitudes negativas, através das novelas, leitura e da Igreja Católica. Por isso, fui um bom Embaixador de Angola em diversos países do mundo, que fiz questão de conhecer.
São quase meio século de Independência com registo negativo, no que toca ao saneamento básico e à requalificação. Não creio que, num futuro, próximo, o Executivo e o poder local a que lhe está subordinado vá se preocupar, de facto, com a requalificação de alguns bairros suburbanos, tampouco, com a regeneração de alguns espaços.
Quando se sobrevoa Luanda, a imagem é desagradável. Entristece um turista que cá vem pela primeira vez, a menos que já tenha a consciência lavada. Entretanto, continuaremos ver espaços públicos sem denominação toponímica e imóveis sem número identificativo, o que reforça a desorganização da capital.
Em muitos casos, as omissões mencionadas resultam de incompetência e desleixo. Noutros casos, trata-se de burrice risonha.
Estranha-me o facto de o poder local ser incapaz de organizar os mercados municipais. Vivemos numa sociedade animalesca, nos mercados, nos restaurantes dos musseques e nos transportes públicos, com os solavancos meios de transporte que deviam servir para transportar animais e mercadorias.
Não é este o país dos meus sonhos. Nem pensar! Quero uma Angola diferente para os angolanos e os estrangeiros que, aqui, quiserem viver e investir.
ANGOLA merecia melhor, em 50 anos de existência como país com autodeterminação. São tantas riquezas! São orçamentos! São tantos empréstimos recebidos!… É tudo isso, mas com pouca visão!
Portanto, eu ou uma pessoa como eu pode mudar o rumo de Angola. Isto não narcisismo. É realismo. Deus é Quem mo diz. Aliás, Ele me tem preparado para ser Presidente de Angola. Sigam-me!
*O meu nome é José Carlos de Almeida. Sou Pensador, Escritor, Educador, Jurista, Crítico Social e Político. Não estou vinculado a interesses de quaisquer grupos. Tampouco interesses económicos pessoais. Sou um autêntico patriota e altruísta. Conheçam-me através do Facebook: José Carlos de Almeida (três perfis, registados com o mesmo nome)