Governador responsabiliza antecessor por irregularidades no PIIM em Malanje
Governador responsabiliza antecessor por irregularidades no PIIM em Malanje
Nhunga e kanawa

O governador da província de Malanje, Marcos Alexandre Nhunga, atribuiu ao seu antecessor, Norberto Fernandes dos Santos “Kwata Kanawa”, a responsabilidade pelas irregularidades e desfalques praticados pelas empresas contratadas para executar as obras do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).

As declarações surgem no seguimento de uma controvérsia sobre a má gestão de fundos públicos associados ao programa.

Kwata Kanawa, nomeado governador de Malanje em 2012 pelo então Presidente José Eduardo dos Santos, foi exonerado dez anos depois, em setembro de 2022, pelo actual Presidente João Lourenço, logo após o início do seu segundo mandato.

No comunicado enviado recentemente à redacção do Imparcial Press, o Gabinete de Comunicação Social do Governo Provincial de Malanje esclareceu que Marcos Nhunga assumiu funções a 16 de Setembro de 2022, e não tem qualquer ligação aos desvios de verbas ocorridos sob a gestão anterior.

O documento sublinha que o PIIM começou em 2019, quando o actual governador ainda era governador da província de Cabinda, impossibilitando a sua intervenção em contratos firmados na altura.

Segundo o comunicado, assim que assumiu o cargo, Marcos Nhunga realizou um diagnóstico da situação nos municípios e rapidamente identificou irregularidades nos projectos do PIIM, tornando público estas falhas.

O tema foi abordado directamente com o Presidente da República, na sua última visita a Malanje, que deu orientações específicas para a correção da situação.

A análise mais detalhada dos projetos resultou no envio de vários casos para a Procuradoria-Geral da República (PGR) para tratamento legal.

De salientar que o caso ganhou recentemente maior visibilidade após Jorge Manuel, director provincial dos Serviços Técnicos e Infraestruturas, denunciar que muitas das empresas contratadas para as obras do PIIM não cumpriram os prazos nem garantiram a qualidade exigida.

Além das empresas, Jorge Manuel apontou falhas nos fiscais responsáveis, acusando-os de conluio com as empreiteiras.

“Os fiscais atestaram que as obras foram realizadas, mesmo quando não foram executadas, permitindo que estas empresas lesassem o Governo provincial”, declarou.

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