
Automobilistas que circulam pela Estrada Nacional 120, que liga os municípios de Mbanza Kongo e Cuimba, na província do Zaire, manifestaram-se, esta quinta-feira, profundamente insatisfeitos com o avançado estado de degradação deste troço, com cerca de 62 quilómetros de extensão.
O referido percurso, que serve igualmente de acesso à província vizinha do Uíge, através do município de Maquela do Zombo, exige actualmente dos condutores elevados níveis de perícia e responsabilidade, devido às más condições da via.
Pedro Ambrósio, taxista que opera na região, afirmou que a estrada Mbanza Kongo–Cuimba não beneficia de obras de reabilitação há mais de 15 anos, sendo necessária uma intervenção profunda e urgente em toda a sua extensão.
“A situação piora significativamente durante a época chuvosa. Somos obrigados a alterar os preços das corridas, tanto pelo tempo excessivo que passamos na estrada como pelos danos que os veículos sofrem”, explicou.
Também taxista, Eduardo António reforçou que muitos colegas abandonaram o itinerário devido ao seu estado crítico. “Os poucos que ainda fazem o percurso aumentaram o preço da viagem de quatro para cinco mil kwanzas, como forma de compensar os prejuízos”, salientou.
Segundo o mesmo, o trajecto, que normalmente deveria ser percorrido em cerca de uma hora, chega a demorar entre três a quatro horas, devido aos inúmeros buracos e ravinas que dificultam a circulação.
Jorge Beto, outro profissional do volante que há mais de cinco anos faz o transporte entre os dois municípios, alertou para o agravamento diário da situação. “A circulação rodoviária corre o risco de ser completamente interrompida, caso não se avance com obras de reabilitação com carácter de urgência”, alertou.
Em declarações à Angop, uma fonte do Governo Provincial do Zaire, que preferiu manter o anonimato, revelou que o projecto de reabilitação da estrada Mbanza Kongo–Cuimba depende actualmente das estruturas centrais, uma vez tratar-se de uma via de jurisdição nacional.
“A previsão era de que as obras arrancassem no primeiro trimestre deste ano, estendendo-se até à comuna fronteiriça do Buela, no município do Cuimba. Estamos a aguardar um posicionamento oficial do Ministério das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação”, concluiu a fonte.
Com uma extensão territorial de 3.491 quilómetros quadrados, o município do Cuimba conta com uma população estimada em mais de 70 mil habitantes, distribuídos pelas comunas de Luvaka, Buela e Sede.