
A ministra da Educação de Angola, Erika de Carvalho Aires, confirmou esta quinta-feira, na província do Huambo, a abertura, ainda este ano, de um concurso público externo para a admissão de nove mil funcionários, entre pessoal docente e não docente.
A governante falava à imprensa após um encontro com o governador provincial, Pereira Alfredo, no âmbito de uma visita de trabalho de três dias ao Huambo.
Segundo a ministra, as vagas destinam-se a todo o território nacional e serão distribuídas em função das necessidades identificadas nas escolas já existentes e nas novas infra-estruturas previstas para o próximo ano lectivo, cujo início está marcado para setembro.
“Estamos neste momento a concluir o concurso de promoção, ingresso e acesso já aberto, com os respectivos ajustes numéricos, para que possamos, em breve, avançar para a abertura das vagas externas”, afirmou.
Durante a visita, Erika Aires reconheceu as dificuldades enfrentadas pelo sector da educação no Huambo, indicando que a província necessita actualmente de cerca de três mil professores e mil funcionários para áreas administrativas e de limpeza.
Ainda assim, admitiu que o ministério não conseguirá responder integralmente às necessidades apresentadas. “A resposta será dada na medida do possível, em função das quotas que forem disponibilizadas”, esclareceu.
A ministra revelou igualmente que o Governo provincial apresentou uma proposta para minimizar o défice de salas de aula, através do projecto denominado “Minha Escola, Meu Futuro”, que prevê a reabilitação e construção de 57 escolas em diferentes municípios da província.
Conforme explicou, o projecto contempla uma partilha de responsabilidades entre o Governo central e as autoridades locais, sobretudo na identificação e legalização dos terrenos destinados às novas infra-estruturas escolares.
Erika Aires adiantou ainda que o Huambo apresentou uma necessidade superior a 60 mil carteiras escolares. Deste total, nove mil deverão ser disponibilizadas numa primeira fase, enquanto decorrem negociações e trabalhos com empresas fornecedoras para responder gradualmente à procura.
O sistema educativo angolano continua a enfrentar desafios relacionados com a insuficiência de professores, sobrelotação das salas de aula e carências de infra-estruturas, sobretudo nas zonas rurais e periurbanas.
Nos últimos anos, o Executivo tem vindo a realizar concursos públicos e programas de expansão escolar para reforçar a capacidade do sector e melhorar o acesso ao ensino em várias regiões do país.