Finalistas do ISPCAN protestam em Malanje contra atraso na entrega de diplomas
Finalistas do ISPCAN protestam em Malanje contra atraso na entrega de diplomas
manif ispn

Mais de 200 estudantes finalistas do Instituto Superior Politécnico Cardeal Alexandre do Nascimento (ISPCAN) realizaram, nesta segunda-feira, uma manifestação nas ruas da cidade de Malanje, exigindo a entrega dos seus diplomas e certificados, cuja emissão está pendente há mais de três anos.

Sob o lema “Outorga já, basta de promessas”, a marcha partiu do Largo 4 de Fevereiro e terminou nas instalações do instituto, no bairro Voanvala.

Os manifestantes — estudantes dos anos académicos de 2017, 2018 e 2019 — integram a segunda geração de licenciados do ISPCAN e afirmam estar fartos de promessas não cumpridas por parte da direcção da instituição.

De acordo com Gelson Carlos, secretário da comissão dos finalistas, a decisão de protestar surgiu após múltiplas tentativas frustradas de diálogo com a nova direcção.

“Estamos conscientes de que é hora de lutar por aquilo que nos é devido. A outorga representa o reconhecimento de anos de sacrifício. Estamos há muito tempo à espera e nada foi feito. O processo encontra-se estagnado”, afirmou.

Os estudantes denunciam que, até ao momento, a documentação necessária para a produção dos certificados e diplomas não foi enviada à Imprensa Nacional, apesar dos encontros realizados e dos valores pagos — cerca de 300 mil kwanzas por cada finalista — para defesa, emissão de documentos e organização da cerimónia.

Gelson Carlos criticou a “grande letargia” da administração, sublinhando que, desde Outubro do ano passado, não houve qualquer avanço significativo.

“Este é um grito de socorro. As famílias que investiram na nossa formação querem ver o resultado reconhecido”, lamentou.

Durante a manifestação, os finalistas foram recebidos pela vice-presidência do ISPCAN e por representantes da Polícia Nacional. A instituição comprometeu-se a anunciar, no prazo de 24 horas, uma data oficial para a cerimónia de outorga.

Os cursos afectados incluem Contabilidade e Gestão, Recursos Humanos, Língua Portuguesa e Comunicação, Direito, Economia, diversas áreas de Psicologia, Enfermagem, Fisioterapia, Engenharias e Telecomunicações.

A situação coloca em xeque a credibilidade da instituição, levanta questões sobre a gestão académica e administrativa do ensino superior privado e pressiona o ISPCAN a dar uma resposta definitiva à ansiedade dos seus estudantes.

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