OMUNGA convoca marcha contra apagão mortal na EN-100
OMUNGA convoca marcha contra apagão mortal na EN-100
Joao omunga

A crescente sinistralidade na Estrada Nacional 100, que liga as cidades do Lobito e Benguela, motivou a Associação OMUNGA e outras organizações da sociedade civil a convocarem uma marcha pacífica para o próximo dia 14 de Junho, com início às 11 horas, na Rotunda do Kero (Lobito) e término no Largo 1.º de Maio, em Catumbela.

A iniciativa visa exigir do Governo Provincial de Benguela a reposição urgente da iluminação e sinalização públicas ao longo do troço, considerado um dos mais perigosos do país.

Segundo os organizadores, a falta de iluminação pública tem sido um dos principais factores que contribuem para a elevada taxa de acidentes registados, sobretudo no período noturno.

A campanha, que decorre de Abril a Setembro de 2025, inclui recolha de assinaturas, sensibilização nas comunidades, palestras, vigílias e apoio às vítimas de acidentes internadas nos hospitais do Lobito e Benguela.

Estão envolvidas na acção cívica organizações como a TCHATOKOTA, OEDC, NDDHC, AJS, OHI, ADRA, Cidadania Catumbela, TCHETU, Rainhas de Angola e OKUVELEKA.

Estas estruturas denunciam o desinteresse das autoridades locais e centrais, sublinhando que, apesar das constantes queixas da população, a estrada continua às escuras, colocando diariamente em risco a vida de centenas de automobilistas e peões.

A campanha defende que a iluminação pública é um direito básico, essencial à segurança rodoviária e à redução da criminalidade, e rejeita o argumento recorrente de ausência de orçamento como justificação para a inação governamental.

Num contexto económico agravado pela retirada progressiva dos subsídios aos combustíveis, os organizadores sublinham a urgência de medidas concretas para evitar mais perdas humanas.

A marcha de 14 de Junho será marcada por cartazes, camisolas brancas e mensagens de protesto, e pretende pressionar o Executivo a assumir responsabilidades.

Para os promotores da iniciativa, não se trata apenas de uma reivindicação por infra-estrutura, mas de uma luta por vidas que continuam a ser ceifadas por negligência e inércia institucional.

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