
O Banco Nacional de Angola (BNA), por via de um comunicado oficial, face às últimas informações postas a circular nas redes sociais sobre eventual descontinuidade das moedas metálicas de 10 e 20 kwanzas em curso legal no país, desmentiu esta quinta-feira, 05, e garantiu medidas pesadas contra agentes económicos que persistirem em tais actos.
De acordo com uma nota do Banco Nacional de Angola consultada pelo Imparcial Press esclarecer, de forma categórica, que não existe nenhuma política de descontinuidade sobre as moedas metálicas em curso legal no país, com realce às notas de 10 e 20 kwanzas, exigindo, por isso, responsabilização civil e penal a todos os prevaricadores da ordem socioeconómica.
O BNA esclarece, na mesma nota, que toda e qualquer intenção que perturbe a ordem socioeconómica do país, com destaque à rejeição de moedas em curso legal, constitui crime e é passível a uma multa ou pena de até 6 meses de cadeia.
O Banco Nacional de Angola tranquilizou, no entanto, o público em geral e reafirmou o compromisso de defender os interesses dos angolanos no que à ordem socioeconómica diz respeito e, desta feita, apelou à cultura de denúncia contra todos aqueles que desejam continuar com as respectivas atitudes.
No entanto, o Imparcial Press ouviu alguns passageiros e comerciantes que confirmaram o facto. Por exemplo, Margarida João e Paulo Tomé, passageiros que pretendiam circular na rota rotunda da Camama a Vila de Viana, afirmaram terem sido rejeitados pelo facto de possuírem alegamente dinheiro em moedas de 10 e 20 kwanzas.
“Fomos rejeitados de subir no táxi por possuirmos apenas essas notas. Ficámos surpresos com o comportamento do contador ao dizer, logo ao subir, que não vou receber moedas com valores de 10 e 20 kwanzas. Quem não tem outras notas, por favor, convém não subir, pois não quero arranjar problemas com ninguém”, contaram.
Já as idosas Joaquina Sebastião e Ana Paulo, comerciantes na paragem do Camama, dizem-se também surpreendidas com a atitude de alguns clientes que recorrentemente rejeitavam receber troco em moedas de 10 e 20 kwanzas.
“(…) não sabemos o porquê da rejeição, papá. Mas, os clientes estão a negar os troços que contêm moedas de 10 e 20 kwanzas. Só dizem que já não valem. Mas, papá, as moedas deixaram de valer quando se não passou na televisão?”, questionaram.
A redacção do Imparcial Press procurou, sem sucesso, ouvir o posicionamento oficial do presidente da Associação Nacional dos Taxistas de Angola (ANATA), Francisco Paciente.
Entretanto, em entrevista à Rádio Despertar, Francisco Paciente disse não receber qualquer notificação do BNA em relação à descontinuidade das moedas em referência. Deste modo, exige responsabilização criminal a todos os taxistas associados que procederem à margem da lei.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita