
Um grupo de cidadãos acusa a empresa “Manuel Rosa Business Corporation”, de não honrar com os contratos de prestação de serviço de MotorBike+Care, e dizem-se burlados pelo proprietário da referida empresa.
A empresa Manuel Rosa está ligada ao serviço de vendas de motorizadas e prestação de serviços de MotorBike, onde os clientes compram os veículos motorizados a ‘menos preço’, depois assinam um contrato de prestação de serviço, obrigando o cliente a deixar a motorizada na empresa.
Por sua vez, a referida empresa, trabalha com o meio, e tem obrigação de depositar uma quantia mensal na conta do cliente, conforme o contrato assinado.
Explicaram que os contratos variam de 6 meses, 1 ano a 2 anos. Se for de 6 meses, mensalmente o valor que o cliente tem de recebe é de cem mil kz, e um bônus de 20 mil kz.
Se for para um ano, mensalmente são depositados 60 mil kz. Para 2 anos, o valor é 40 mil kz, sem bônus.
No entanto, alguns clientes manifestam o seu descontentamento, alegando que a empresa Manuel Rosa furta-se das suas responsabilidades.
Dona Eugênia, cliente da referida empresa, explicou que, por intermédio das publicidades feitas nas redes sociais, decidiu chegar até as instalações da mesma empresa, e apostar no negócio.
Disse que assinou o contrato com a empresa no pretérito dia 18 de Outubro de 2024, sem desconfiança.
No mês de Dezembro, teve o seu primeiro rendimento, o segundo rendimento foi em Janeiro, parecia que tudo corria bem, aguardando assim o terceiro rendimento no mês de Fevereiro, mas, infelizmente, disse, começou o seu pesadelo.
“Desde o mês de Fevereiro até hoje que têm sido tantas voltas, não atendem os telemóveis, desviaram as chamadas, não consigo falar com os responsáveis da empresa”, lamentou.
Eugênia disse que o seu contrato foi de 6 meses, tendo aplicado 933 mil e 600 kwanzas, para compra de duas motorizadas.
Neste negócio, o seu reembolso seria 1.240.000,00 kwanzas, incluindo o bônus de 40 mil kwanzas, sendo 20 mil para cada motorizada.
Porém, há cerca de quatro meses que não recebe nada, totalizando 840 mil kwanzas de dívida.
“Não está fácil gerir esta situação, a empresa não tem mostrado seriedade nas suas respostas, cada ligação feita não há concordância entre os trabalhadores, temos contas por pagar, e a empresa não se responsabiliza”, denunciou.
Joaquim da Silva, disse que assinou o contrato com a empresa no dia 18 de Março do corrente ano, disse que foi atraído por intermédio das redes sociais, tendo pago 403 mil kwanzas, que passaria a receber 40 mil kwanzas por mês, num período de 02 anos.
“Eu nunca recebi nenhum valor, já fui até a empresa a pedir para desfazer o meu contrato, mas informaram que perderia todo dinheiro investido”, declarou.
Francisco, outro lesado, disse que está na empresa desde o dia 27 de Dezembro, tendo comprado duas motorizadas, para receber mensalmente 120 mil kwanzas, uma vez que, cada motorizada equivale a 60 mil kwanzas mês.
“Nós pretendemos ir até ao tribunal, porque investimos e estamos na aflição, eu em particular, fui despedido da empresa onde trabalhava, e investi todo dinheiro da indemnização”, lamentou.
Francisco contou ainda que casou-se há menos de 1 ano, e está em risco de ser expulso de casa da renda, junto com a família.
“Tenho quatro colegas que foram expulsos de casa de renda, por não honrarem com os pagamentos da casa, tenho medo que amanhã também aconteça comigo”.
Angélica, disse que não é a primeira vez que faz o negócio com a Manuel Rosa, o ano passado comprou uma motorizada, depois de receber os valores acordado e ter bons resultados, decidiu assinar pela segunda vez, tendo aplicado o dinheiro em três motorizadas, isto no dia 24 de Agosto de 2024.
Angélica fez saber que foi até a direção da empresa localizado no Zango 3, pagou 458.000.00 kwanzas, por cada motorizada, tendo ao todo investido 1.374.000.00 kwanzas.
“Nos primeiros meses consegui receber, mas desde o mês de Fevereiro que não recebo nada, eles dizem sempre que vão encaminhar o assunto no departamento financeiro”, explicou.
Angélica disse que são mais de 10 elementos nessas condições, e que quando vão até a empresa não lhes deixam entrar.
Por intermédio de um vídeo live, a equipa deste jornal ficou a saber que um dos clientes havia aplicado 10 motorizadas na empresa, mas não recebia nada a 03 meses, tendo provocado uma crise que resultou na morte do lesado, no mês de Abril do corrente ano.
A equipa deste jornal deslocou-se no pretérito dia 07, sábado, às 10 horas, até a direção localizado junto a centralidade da Marconi, e foi possível constatar o entrave para poder ter acesso a empresa.
O guarda alegava que ninguém está autorizado a entrar, sem mostrar o contrato, apenas novos clientes que pretendem assinar é que têm acesso às instalações.
Manuel Rosa, ouvido pelo Na Mira, disse que a empresa tem sim um contrato com os seus clientes, e desde 2019 que está no mercado.
“O nosso contrato foi constituído pelo princípio do contrato de boa-fé, na sequência de 4 atrasos, o cliente pode vir até a instituição e desfazer o acordo, nós podemos sempre resolver de forma amigável”, declarou.
Em acto contínuo, Rosa disse que estão a esclarecer aos clientes desde o princípio que o centro de produção está de saída de Luanda para Benguela, e isso afecta a empresa.
“Não fechamos as portas, dos mais de 4 mil clientes, apenas mais de 100 clientes estão em atrasos, e que também já estamos a resolver, a empresa antecipou os clientes, desde dia 01 de Junho, a empresa começou a ressarcir os valores, é uma questão de aguardar no prazo de 90 dias”, prometeu.
in Na Mira do Crime