Angola assume presidência do Conselho de Paz e Segurança da União Africana
Angola assume presidência do Conselho de Paz e Segurança da União Africana
JL e UA

A República de Angola assumiu, esta quarta-feira, 3 de setembro, a presidência do Conselho de Paz e Segurança (CPS) da União Africana (UA), órgão estratégico responsável pela prevenção, gestão e resolução de conflitos, bem como pela promoção da paz e estabilidade no continente.

De acordo com informações a que o Imparcial Press teve acesso, a designação de Angola para a presidência do CPS neste mês de setembro ocorreu durante a reunião dedicada às sessões informativas dos presidentes do órgão relativas aos meses de junho e agosto de 2025, dirigida aos Estados-membros do Comité dos Representantes Permanentes da organização.

Em representação do país, o embaixador de Angola na Etiópia e Representante Permanente junto da União Africana, Miguel Bembe, destacou o simbolismo do momento, sublinhando que a presidência do CPS acontece em simultâneo com a liderança angolana na presidência rotativa da UA.

“De facto, ao consultar os arquivos, não me recordo que semelhante ocorrência tenha acontecido na história da organização continental”, afirmou o diplomata, acrescentando que Angola assume esta responsabilidade com sentido de dever e profundo respeito, empenhada em contribuir para o avanço da Agenda Continental Comum e para a consolidação da paz e da estabilidade em África.

Miguel Bembe frisou o papel central do CPS da UA na consolidação da paz, na reconstrução pós-conflito e na promoção da governação democrática, elementos considerados essenciais para a estabilidade duradoura do continente.

Recordou, igualmente, que o Conselho representa a vontade coletiva dos Estados-membros, funcionando como órgão decisório permanente e pilar fundamental da Arquitetura de Paz e Segurança Africana.

O diplomata abordou também a relevância do Comité dos Representantes Permanentes, que classificou como elo estratégico entre as decisões políticas tomadas ao mais alto nível e a sua execução prática nas estruturas da União.

“Este órgão serve de plataforma permanente de consulta e negociação, reforçando a coesão institucional e facilitando a construção de consensos africanos sobre os grandes desafios comuns”, sublinhou.

Coube ao embaixador angolano a honra de proceder à abertura e ao encerramento da sessão, ocasião em que reiterou a importância da concertação regular entre os dois órgãos, qualificando-a como “não só útil, mas absolutamente fundamental” para o reforço da ação coletiva no domínio da paz e segurança.

Esta não é a primeira vez que Angola dirige os destinos do CPS. Em julho de 2024, o país já havia exercido a presidência do órgão, consolidando a sua posição como um dos atores ativos nos esforços continentais em prol da estabilidade e integração africanas.

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