
A Polícia Nacional na província do Bengo deteve, na madrugada desta quinta-feira, 4 de Setembro, Maximiano João, de 64 anos, suspeito do homicídio de Suzana Lussaty, encontrada morta numa hospedaria do município do Panguila na passada terça-feira.
O detido, que se apresenta como jornalista reformado da Rádio Nacional de Angola e autor do livro “Efeitos Colaterais dos Conflitos em Angola”, foi capturado pela Direção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP) na sua residência, também no Panguila.
Segundo informações policiais, o suspeito mantinha uma relação próxima com a vítima e confessou o crime após a detenção.
Terá atraído Suzana Lussaty ao local através de um telefonema, sob o pretexto de ajudá-la a matricular os filhos numa escola pública da região.
No quarto da hospedaria, depois de receber os documentos das crianças e de manter relações sexuais com a vítima, por duas vezes, o homem utilizou uma braçadeira de plástico que trazia consigo e asfixiou-a até à morte. Em seguida, fugiu do local após tentar eliminar indícios do crime.
Confrontado pelas autoridades sobre a motivação, o arguido alegou tratar-se de um ajuste de contas, justificando que a vítima lhe devia sete milhões de kwanzas.
No entanto, esta versão foi rejeitada pela irmã mais velha de Suzana, que negou a existência de qualquer dívida.
“Tudo o que ele está a dizer é mentira. A minha irmã nunca lhe deveu nada. Ela vendia roupas e calçados no mercado do São Paulo, nunca fez negócios de fruta nem tinha dívidas”, afirmou.
Funcionários da hospedaria reconheceram o suspeito, confirmando que ele entrou no quarto acompanhado pela vítima no dia do crime.
Suzana Lussaty tinha 35 anos e era mãe de cinco filhos. Vivia no bairro Vidrul, município de Cacuaco, onde mantinha uma relação conjugal há mais de uma década. Trabalhava como vendedora no mercado do São Paulo, em Luanda.
Após a detenção, Maximiano João foi presente às autoridades como arguido por homicídio qualificado. O processo segue agora os trâmites legais.