Trabalhadores da Edipesca denunciam inércia no processo de liquidação de contribuições no INSS
Trabalhadores da Edipesca denunciam inércia no processo de liquidação de contribuições no INSS
Edipesca

Os membros da Comissão Jurídica e Laboral de Apoio aos 541 trabalhadores da Edipesca (Luanda), empresa pública tutelada pelo Ministério das Pescas e Recursos Marinhos (MINPERMAR), denunciam a paralisação do processo de liquidação das contribuições no Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) e pedir a intervenção urgente da ministra Carmen do Sacramento Neto.

O colectivo de trabalhadores, que aguarda há quase duas décadas pela resolução definitiva do processo, considera inaceitável que a dívida global, estimada em menos de 400 milhões de kwanzas, continue por regularizar, quando já foram inscritos no sistema do INSS desde julho deste ano.

A decisão foi tomada durante uma reunião ordinária realizada na quarta-feira, 1 de outubro, em Luanda, onde se avaliou o estado actual do processo de reforma dos trabalhadores e a documentação tramitada entre a Comissão, o MINPERMAR e a Edipesca desde o final de 2023.

Segundo a Comissão, o processo encontra-se num “estado de inércia” e sem avanços concretos, o que levou a adiar a Assembleia de Trabalhadores, inicialmente prevista para a primeira quinzena de outubro, para o final do mês, caso alguns pontos pendentes sejam resolvidos.

Um processo que se arrasta desde 2006

Os 541 trabalhadores da Edipesca estão sem receber salários e indemnizações desde 2006, ano em que o Tribunal Provincial de Luanda, Sala de Trabalho, deu ganho de causa aos funcionários.

Apesar disso, mais de 149 trabalhadores já morreram sem qualquer compensação, denuncia a Comissão.

“As famílias sobrevivem de favores e solidariedade, enquanto a entidade empregadora continua a impedir o acesso aos benefícios do INSS”, lamentam os representantes, que pedem maior sensibilidade por parte das autoridades para dar resposta a um processo que se arrasta há 19 anos.

A Comissão apelou ainda ao Executivo a encarar a resolução desta dívida como uma questão de justiça social, lembrando que o valor em causa é considerado “irrisório” quando comparado com a dimensão do problema humano vivido pelos trabalhadores e suas famílias.

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