
O secretário-geral do MPLA, Paulo Pombolo, criticou duramente, esta quinta-feira, 2 de Outubro, os órgãos disciplinares do partido por alegadamente fazerem “vista grossa” a graves violações cometidas por altos dirigentes, enquanto aplicam sanções apenas a militantes de base.
Durante o segundo seminário nacional sobre disciplina, ética e integridade, organizado pelo partido, Paulo Pombolo alertou que esta postura ameaça a coesão interna e mina a confiança do povo no MPLA.
“Os órgãos de disciplina muitas das vezes mostram as suas forças quando um simples militante de base comete uma falta, e no caso de dirigentes que de forma grosseira violam os estatutos do partido, o que constatamos é que estes órgãos passam o tempo num silêncio inexplicável e indecisos de agir”, afirmou.
O dirigente sublinhou que a impunidade de figuras com maior peso político enfraquece a integridade do MPLA e compromete os princípios estatutários da organização.
“Este deixar passar mina a coesão e a unidade do partido. Muitos quadros têm falhado no cumprimento das normas, e a impunidade mina a confiança do povo e a unidade do MPLA”, acrescentou.
O seminário, que reuniu quadros e militantes de várias estruturas, procurou reforçar a importância da ética e da disciplina partidária como pilares para a credibilidade e a sustentabilidade do MPLA enquanto força política dirigente em Angola.