SIC expulsa cerca de 70 efectivos por má conduta no âmbito da operação “Pureza Interna”
SIC expulsa cerca de 70 efectivos por má conduta no âmbito da operação "Pureza Interna"
Luciano da Silva

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) anunciou, esta terça-feira, em Luanda, a expulsão de quase 70 efectivos da corporação por conduta indecorosa, no âmbito da operação “Pureza Interna”, dirigida pelo comissário Luciano Tânio da Silva.

A informação foi tornada pública através de um comunicado de imprensa emitido pelo Gabinete de Comunicação Institucional do SIC, em reacção a declarações de um alegado agente da instituição, que, em entrevista à plataforma digital Rádio Ouvinte, afirmou que ainda existem elementos do SIC envolvidos em redes de tráfico de droga no país.

Segundo o documento, a operação “Pureza Interna” decorre há mais de seis meses e integra o programa de modernização, reorganização e reforço da integridade institucional do órgão, com o objectivo de garantir maior disciplina e profissionalismo entre os seus efectivos, “independentemente do posto ou função que exerçam”.

Fontes do Imparcial Press próximas ao processo indicaram que os efectivos expulsos são suspeitos de práticas como corrupção, suborno, extorsão, abuso de autoridade e desvio de bens apreendidos, comportamentos que, segundo a direcção do SIC, “comprometem a imagem e a credibilidade da instituição”.

No mesmo comunicado, o SIC classificou as declarações do indivíduo que se apresentou como seu colaborador como “graves e levianas”, esclarecendo que não existe qualquer registo do mesmo nos seus quadros.

“O objectivo claro e inequívoco do referido cidadão foi condicionar a estratégia em curso de pureza interna, que levou até ao momento à demissão de mais de 68 efectivos por má conduta”, refere o documento em posse do Imparcial Press.

O órgão informa ainda que foi aberto um processo de averiguação e que o alegado colaborador será instado a retratar-se publicamente.

O SIC apelou igualmente aos órgãos de comunicação social, sobretudo às plataformas digitais, para que verifiquem a veracidade das informações antes da sua divulgação, de modo a evitar a propagação de notícias falsas que possam “denegrir a imagem das instituições públicas”.

“O Serviço de Investigação Criminal reafirma o seu compromisso com o rigor, a disciplina e o profissionalismo dos seus quadros”, sublinha o comunicado, assinado pelo superintendente-chefe Manuel Halaiwa, director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa da Direcção-Geral do SIC.

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