
O director provincial do Serviço Penitenciário do Cuanza Norte, subcomissário Pedro Sampaio, foi baleado com três tiros, na tarde deste domingo, 9, em Ndalatando, por um agente do Departamento de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), identificado apenas por “Léo”, em circunstâncias que as autoridades descrevem como “aparentemente passionais”.
Fontes locais relataram ao Imparcial Press que o incidente ocorreu na residência da própria vítima, situada no município do Cazengo, onde o agente armado terá surpreendido o subcomissário em companhia da sua ex-esposa, Esperança Manuel, com quem o director manteria uma relação afectiva há já algum tempo.
Consumido pelo ciúme e pela raiva, o agente do DIIP terá disparado três vezes à queima-roupa, atingindo o oficial no braço, no abdómen e no ombro, antes de fugir do local, deixando a vítima caída em estado crítico.
Após o ataque, o subcomissário Pedro Sampaio foi socorrido de urgência e levado para o Hospital Geral Mário Pinto de Andrade, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência.
Neste momento, a vítima encontra-se internado sob cuidados intensivos. Fontes médicas confirmam que o seu estado é grave, mas estável.
Entretanto, as forças da ordem lançaram uma operação de caça ao homem para capturar o autor dos disparos, que se encontra em parte incerta desde o momento do ataque.
Fontes locais confirmam que o autor dos disparos, Léo, é supostamente filho do comissário Dias Rodrigues, e irmão da directora de Comunicação e Imagem da Delegação Provincial do Ministério do Interior (MININT) no Cuanza Norte, o que está a gerar forte indignação nas redes sociais e entre os colegas de farda, que exigem uma investigação imparcial e célere.
