
Os seis jovens angolanos que perderam a vida na madrugada de domingo, 30 de Novembro, em Lisboa, regressavam de um concerto do músico Matias Damásio, realizado no Parque das Nações. As vítimas – Bruno Balça, Luís Garrido, Nelson Ferreira, Daniela Morais e as irmãs Tomásia e Flora Moreira – tinham entre 19 e 21 anos.
O acidente ocorreu por volta das 03h40 e está a ser investigado pela PSP. As primeiras indicações apontam para excesso de velocidade após uma noite de convívio como a provável causa do despiste que levou ao incêndio do veículo, deixando os ocupantes carbonizados.
A tragédia reacende o alerta sobre a sinistralidade rodoviária envolvendo jovens em Portugal. Os acidentes de viação permanecem a principal causa de morte violenta neste grupo etário.
Dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária revelam que, em média, 70 jovens entre os 15 e os 24 anos morrem anualmente nas estradas portuguesas. Em 2023, o número aumentou para 82, o valor mais elevado da última década.
Estudos da Prevenção Rodoviária Portuguesa reforçam o cenário: jovens entre os 18 e 24 anos apresentam um risco de morte 30% superior ao restante da população.
Apesar de representarem apenas 8% da população, chegaram a constituir 15% das vítimas mortais em acidentes.
O fim de semana continua a ser o período mais crítico, concentrando 40% das mortes e feridos graves entre jovens condutores.
Cerca de um terço dos acidentes fatais ocorre entre a meia-noite e as 8h, um padrão que evidencia, segundo a PRP, a urgência de campanhas direcionadas para reduzir comportamentos de risco durante a noite e nas saídas de lazer.