Ministério da Educação orienta escolas a realizar provas do 1º trimestre a partir de amanhã
Ministério da Educação orienta escolas a realizar provas do 1º trimestre a partir de amanhã
alunos

O Ministério da Educação (MED) orientou as direcções das escolas do ensino geral do país a realizarem as provas do I trimestre a partir de amanhã, até à próxima sexta-feira, dia 16, apesar da greve dos professores.

A orientação foi baixada na noite de sexta-feira, no final de uma reunião, via zoom, com directores de escolas de todas as províncias.

No documento, o MED orienta, igualmente, os directores das escolas a marcarem faltas aos alunos e ao professores que não comparecerem nas provas.

Aos directores de escola coube, ainda, a tarefa de comunicar os pais e encarregados de educação sobre a necessidade de envio dos educandos à escola, a partir de amanhã.

São, de igual modo, orientados os professores do “regime probatório”, os coordenadores de classe, disciplina e de curso a assegurarem a realização das provas no período indicado.

No documento, o MED lembra que os professores em regime probatório, coordenadores de classes, disciplina e de curso não devem aderir à greve, por fazerem parte da direcção e chefia das escolas.

“Os professores do regime probatório que se encontram em fase de avaliação não devem aderir à greve, porque correm o risco de serem afastados do Quadro do Pessoal da Educação”, alerta.

Sindicatos contrários à decisão

Os Sindicatos Nacional dos Professores (SINPROF) e dos Professores e Trabalhadores do Ensino Não Universitário (SINPTENU) mostraram-se surpreendidos com a decisão do Ministério da Educação, numa altura em que se observa greve.

Numa declaração, o SINPTENU refere que a greve no sector da Educação é genérica, incluindo os eventuais, probatórios e quadro efectivo. Os dois sindicatos consideram, por outro lado, que os directores dos gabinetes provinciais, municipais e dos estabelecimentos escolares da educação não têm competências de convocar os docentes e demais trabalhadores.

O secretário-geral do SINPROF, Admar Jinguma, disse nunca ter sido intenção do sindicato prejudicar os alunos, mas partiu-se para a greve com o objectivo de se exigir condições dignas que valorizem a qualidade técnica dos docentes.

Admar Jinguma pediu aos responsáveis das escolas a respeitarem as medidas tomadas pelo SINPROF.

in JA

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