
Um total de 11 efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) foi detido, segunda-feira, 16, no âmbito de uma operação inserida na estratégia de “pureza interna” da instituição, por suspeita de envolvimento em crimes como associação criminosa, corrupção passiva, abuso de poder, peculato e roubo qualificado.
Segundo uma nota de imprensa do SIC, as detenções foram efectuadas em cumprimento de mandados emitidos pelo Ministério Público e resultaram de acções conduzidas pelas direcções da instituição nas províncias do Cunene e de Icolo e Bengo.
Entre os detidos constam sete oficiais subalternos e quatro agentes de Investigação Criminal, incluindo figuras de chefia, como o responsável pelo Departamento Municipal do SIC no Namacunde e o actual chefe do Departamento Municipal do SIC no Curoca.
De acordo com o comunicado, nove dos efectivos foram detidos no Cunene, por fortes indícios de envolvimento no desaparecimento de uma viatura Toyota Land Cruiser, pertencente a um cidadão namibiano, que havia sido apreendida no âmbito de um processo-crime relacionado com contrabando de produtos petrolíferos.
Já os restantes efectivos, afectos ao SIC-Luanda, foram detidos no município do Sequele, em Icolo e Bengo, por alegado envolvimento num crime de roubo qualificado, cuja vítima foi uma comerciante de ouro.
O SIC informa que os suspeitos serão apresentados ao Ministério Público para os devidos trâmites legais, estando igualmente em curso processos disciplinares internos com vista à aplicação de medidas sancionatórias.
Na mesma nota, a instituição reafirma o seu compromisso com a legalidade, a ética e a responsabilização dos seus efectivos, sublinhando que comportamentos que violem os princípios da função policial não serão tolerados e serão exemplarmente punidos.