
A morte de um cidadão, alvejado por um segurança privado durante uma operação de escolta de valores no bairro Mártires, em Luanda, está a gerar forte contestação pública e a levantar questões sobre o uso excessivo da força e a actuação das autoridades.
O incidente ocorreu na manhã de sexta-feira, nas imediações de uma caixa multicaixa do Banco Angolano de Investimentos, quando uma equipa de escolta realizava uma operação de movimentação de dinheiro.
Segundo relatos de moradores, a vítima tentou atravessar a zona no momento em que os seguranças restringiam a circulação. Após alegadamente ignorar as ordens para recuar, um dos efectivos da empresa Global Segurança terá disparado contra o cidadão, atingindo-o na nuca, provocando a sua morte imediata.
Testemunhas descrevem a actuação como “desproporcional” e questionam a necessidade de recurso a arma de fogo contra um civil desarmado, sublinhando que a situação não aparentava representar uma ameaça iminente que justificasse o uso letal da força.
O autor do disparo encontra-se detido, segundo informações preliminares, mas o caso está a ser envolto em polémica, com populares a denunciarem alegadas tentativas de encobrimento por parte de agentes da Polícia Nacional de Angola presentes no local.
Até ao momento, as autoridades não divulgaram uma versão oficial detalhada dos acontecimentos, nem esclareceram os protocolos aplicados em operações de escolta de valores envolvendo empresas de segurança privada.