
O arranque da campanha florestal de 2026 em Angola foi assinalado na província do Uíge, com a previsão de exploração de 211.765 metros cúbicos de madeira em toro em todo o país, num processo que o Executivo garante estar orientado para o equilíbrio entre a valorização económica e a preservação ambiental.
A abertura oficial teve lugar na fazenda Lamilon, na localidade de Zanda, município de Dange-Quitexe, e reuniu responsáveis governamentais, operadores do sector e autoridades locais.
Na ocasião, a directora nacional do Instituto de Desenvolvimento Florestal (IDF), Cristina Laurinda Tumba Quintas, sublinhou que a estratégia para este ano mantém o foco numa exploração sustentável dos recursos florestais.
Segundo a responsável, em 2025 Angola arrecadou cerca de 9,9 milhões de dólares com a exportação de 20.242 metros cúbicos de madeira serrada, indicadores que evidenciam o peso crescente do sector na diversificação da economia nacional.
O país dispõe actualmente de 45 concessões florestais. Durante o acto, o secretário de Estado para as Florestas, João Manuel Bartolomeu da Cunha, afirmou que o sector entra numa nova fase, marcada por maior organização, fiscalização e valorização dos recursos.
A cerimónia ficou ainda marcada pela entrega de 15 licenças de exploração madeireira a operadores da província.
O presidente provincial da Associação Nacional dos Industriais e Madeireiros de Angola no Uíge, Armando José, destacou melhorias na organização do sector face a anos anteriores, enquanto a vice-governadora para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas, Helena Dias Laurindo, defendeu uma exploração sustentável e inclusiva dos recursos florestais.
Especialistas apontam o sector como estratégico para reduzir a dependência do petróleo, alertando, contudo, para a necessidade de reforçar os mecanismos de controlo e combater o abate ilegal, de forma a garantir a preservação dos ecossistemas.