Professores do Moxico exigem pagamento pela correcção dos Exames Nacionais do ano lectivo 2024/2025
Professores do Moxico exigem pagamento pela correcção dos Exames Nacionais do ano lectivo 2024/2025
profs moxico

Um colectivo de professores da província do Moxico denuncia estar há quase um ano à espera do pagamento pelos serviços prestados na classificação dos Exames Nacionais do ano lectivo 2024/2025, apelando à intervenção do Ministério da Educação para regularizar a situação.

Os docentes afirmam que foram seleccionados e receberam formação específica para integrar o Centro Provincial de Classificação dos Exames Nacionais, onde trabalharam durante os meses de Julho e Agosto do ano passado.

Segundo relatam, durante cerca de dois meses cumpriram uma jornada diária, de segunda a sexta-feira, entre as 08h00 e as 16h00, abdicando do período de férias para assegurar a correcção das provas de milhares de estudantes.

Os professores sustentam que desempenharam a missão sem beneficiarem de alimentação durante o período de trabalho e acreditavam que, concluído o processo, receberiam a remuneração correspondente.

Contudo, afirmam que, passados vários meses, o pagamento continua por efectuar.

De acordo com os docentes, posteriormente foram informados de que o Ministério da Educação entregou a uma empresa privada a responsabilidade pelo processamento dos pagamentos dos classificadores dos Exames Nacionais.

Segundo o colectivo, a empresa fixou uma remuneração de 100 mil kwanzas por classificador e procedeu ao pagamento em quase todas as províncias do país, mas os professores do Moxico continuam sem receber qualquer valor.

Na tentativa de obter esclarecimentos, os docentes dizem ter contactado o Gabinete Provincial da Educação, onde lhes foi comunicado que a situação depende exclusivamente do Ministério da Educação, por ter sido a entidade que definiu o modelo de pagamento.

Os professores questionam as razões que levaram o Estado a delegar numa empresa privada a remuneração de um serviço público de elevada responsabilidade e consideram igualmente insuficiente o valor estabelecido para um trabalho que exigiu dois meses de dedicação intensiva.

“A educação é frequentemente apresentada como a base do desenvolvimento do país, mas quem trabalha para garantir esse objectivo não pode ser tratado com indiferença”, defendem.

Os docentes apelam agora à intervenção da ministra da Educação para que a situação seja resolvida com urgência, sublinhando que não reivindicam privilégios, mas apenas o cumprimento da obrigação do Estado de remunerar um serviço efectivamente prestado.

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