Chefe do processamento de salários da Polícia Nacional expulso por inserir fantasmas no SIGFE
Chefe do processamento de salários da Polícia Nacional expulso por inserir fantasmas no SIGFE
Frank airosa

O comandante-geral da Polícia Nacional determinou a expulsão do chefe do Departamento de Processamento de Salários e Remunerações da Direcção Nacional de Pessoal e Quadros, superintendente-chefe Francisco Salvador Marques Airosa, na sequência de um processo disciplinar que concluiu ter inserido, de forma irregular, nomes de cidadãos sem vínculo à corporação no Sistema Integrado de Gestão Financeira do Estado (SIGFE).

A decisão consta do despacho n.º 063/PNA/2026, de 30 de Junho, assinado pelo comandante-geral da Polícia Nacional, Francisco Ribas da Silva, e determina o afastamento do superintendente-chefe Francisco Salvador Marques Airosa dos quadros da instituição.

De acordo com o despacho, o oficial superior foi considerado responsável pela introdução de vários cidadãos civis na folha salarial da Polícia Nacional, apesar de não existir qualquer despacho de admissão emitido pela entidade competente que legitimasse o seu enquadramento na corporação.

Antes da expulsão, Francisco Airosa esteve suspenso preventivamente e foi submetido a um processo disciplinar interno por alegada usurpação de competências e violação das normas que regulam a gestão do pessoal da Polícia Nacional.

Segundo a decisão disciplinar, a conduta do oficial configurou uma violação dos deveres previstos no Regime Disciplinar do Pessoal da Polícia Nacional, tendo a sanção máxima sido aplicada em resultado da gravidade dos factos apurados.

O despacho determina igualmente a entrega de todo o material pertencente à instituição que se encontre na posse do ex-oficial, incluindo o cartão de identificação policial e o respectivo Número de Identificação Policial (NIP).

A expulsão ocorre numa altura em que a direcção da Polícia Nacional tem reforçado as medidas disciplinares contra efectivos envolvidos em práticas consideradas lesivas para a imagem da corporação.

No mês passado, o comandante-geral Francisco Ribas da Silva revelou que mais de uma centena de efectivos foram expulsos recentemente por envolvimento em crimes graves e actos de indisciplina, reiterando que a instituição “não tolera comportamentos que envergonhem a Polícia Nacional”.

Dados divulgados anteriormente indicam que, só em 2025, foram instaurados 749 processos disciplinares, dos quais resultaram 97 expulsões. No mesmo período, a corporação aplicou sanções a 1.042 efectivos, entre oficiais, subchefes, agentes e trabalhadores civis.

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