Estudantes contestam aumento de 74,6% na confirmação de matrículas no Waku Kungo
Estudantes contestam aumento de 74,6% na confirmação de matrículas no Waku Kungo
IPP waku

Estudantes e encarregados de educação do Instituto Politécnico Privado (IPP) do Waku-Kungo contestam a alegada cobrança adicional de 50 mil kwanzas para a confirmação de matrículas efectuadas fora do prazo estabelecido pela instituição.

Segundo os estudantes afectados, o valor normal para a confirmação da matrícula é de 67 mil kwanzas, mas aqueles que não conseguiram realizar o procedimento dentro do prazo poderão ser obrigados a pagar 117 mil kwanzas, correspondentes ao valor inicial acrescido de 50 mil kwanzas.

O acréscimo representa um aumento de aproximadamente 74,6%, situação que terá provocado descontentamento entre alguns estudantes e encarregados de educação, que consideram elevado o valor adicional, sobretudo para famílias com dificuldades financeiras.

Os reclamantes defendem que a instituição deve esclarecer os critérios que fundamentam a cobrança e analisar situações em que o atraso na confirmação da matrícula tenha ocorrido por razões alheias à vontade dos estudantes.

IPP nega

Em reacção às informações que circulam nas redes sociais, a Direcção do Instituto Politécnico Privado do Waku-Kungo nega que exista a alegada insatisfação de pais e encarregados de educação relativamente ao funcionamento administrativo da instituição.

Numa nota explicativa assinada pelo director do instituto, Jacinto Sanambi Savita, a direcção afirma que as informações divulgadas “não condizem com a realidade” e acusa os autores das publicações de serem movidos por “má fé”.

A instituição acrescenta que irá accionar “mecanismos administrativos e legais” para que as autoridades competentes apurem a situação, sem, contudo, detalhar quais são as medidas em causa.

A direcção pede ainda serenidade aos pais e encarregados de educação, colaboradores e à comunidade académica, orientando-os a dirigirem-se directamente aos serviços do instituto para obter esclarecimentos sobre o assunto.

A polémica mantém-se, entretanto, nas redes sociais, com estudantes e encarregados de educação a defenderem maior transparência sobre os valores cobrados e os procedimentos administrativos relacionados com a confirmação das matrículas.

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