Reformados do Ministério do Interior anunciam vigília em Luanda para exigir aumento das pensões
Reformados do Ministério do Interior anunciam vigília em Luanda para exigir aumento das pensões
Minint

As associações representativas dos reformados e assistidos do Ministério do Interior (MININT) anunciaram a realização de uma vigília, em Luanda, para exigir do Executivo medidas destinadas a melhorar o poder de compra dos pensionistas e a adequar as pensões ao actual custo de vida.

A manifestação está marcada para 25 de Setembro, a partir das 10 horas, defronte da Direcção-Geral da Caixa de Protecção Social do Ministério do Interior, no Morro Bento, segundo um comunicado do Conselho Nacional de Coordenação das Associações dos Reformados e Assistidos do MININT, enviado à redacção do Imparcial Press.

A decisão foi tomada numa reunião de balanço realizada no dia 4 de Setembro, 11 dias depois do primeiro Encontro Nacional dos reformados. De acordo com as associações, o encontro teve reduzido impacto devido à fraca participação dos reformados e à ausência de cobertura da imprensa.

Entre as principais reivindicações está o ajuste ou aumento das pensões, de forma a compatibilizá-las com as actuais condições económicas e sociais.

Os reformados consideram que os valores actualmente recebidos não respondem adequadamente às necessidades de quem deixou de exercer funções no Ministério do Interior.

A reivindicação surge menos de um ano depois de o Executivo ter aprovado um novo regime de actualização das pensões dos beneficiários do Sistema de Protecção Social do pessoal do MININT.

O Decreto Presidencial n.º 189/25, de 15 de Outubro, fixou em 80 mil kwanzas o valor mínimo da pensão de reforma por velhice e em 60 mil kwanzas o mínimo da pensão de sobrevivência.

O diploma estabeleceu ainda os limites máximos de 916.727,16 kwanzas para a reforma por velhice e 779.218,08 kwanzas para a pensão de sobrevivência.

Apesar dessa actualização, as associações entendem que a evolução do custo de vida continua a penalizar os reformados, defendendo uma revisão que permita recuperar o poder de compra das pensões.

O sistema de protecção social do pessoal do MININT tem como diploma-base o Decreto-Lei n.º 4/08, de 25 de Setembro, legislação que as associações invocam como referência para fundamentar a sua reivindicação.

A dimensão do universo abrangido dá peso à reivindicação. Dados divulgados pela própria Caixa de Protecção Social do MININT indicam que a instituição acompanha actualmente cerca de 21 mil pensionistas e 70 mil dependentes, estando entre as suas principais áreas de intervenção a reforma e as pensões de sobrevivência.

A Caixa tem igualmente realizado procedimentos de prova de vida dos pensionistas. Em Janeiro de 2026, foi iniciado mais um processo destinado a confirmar a situação dos beneficiários, numa medida enquadrada no sistema de protecção social do MININT.

Para os reformados, contudo, a questão central deixou de ser apenas a regularização administrativa das pensões e passou a ser o seu valor real perante a subida do custo de vida. A vigília pretende, por isso, chamar a atenção do Executivo para as dificuldades sociais enfrentadas por antigos efectivos e respectivos dependentes.

O Conselho Nacional de Coordenação das Associações dos Reformados e Assistidos do MININT é constituído por Júlio Cardoso, da ARASPA, Eduardo M. Geraldo, da RENARDEFPON, e Mendes Gomes, da CMDDRA.

As associações apelam ainda aos reformados para apresentarem sugestões e propostas sobre as reivindicações que deverão ser levadas à vigília, numa iniciativa que pretende pressionar as autoridades a encontrar respostas para a situação dos antigos efectivos do Ministério do Interior.

A realização da vigília ocorre num momento em que a própria tutela reconhece a necessidade de assegurar a protecção social dos efectivos reformados.

Em 2025, o Conselho de Ministros justificou a actualização das pensões como uma forma de reconhecer o trabalho e a dedicação dos efectivos que serviram o Estado ao longo dos anos.

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