
Um grupo de militantes do MPLA no Zaire acusa alguns membros do partido de promoverem alegadas intrigas internas e de difundirem informações não fundamentadas com o propósito de influenciar a escolha dos delegados à próxima Conferência Provincial que terá lugar em Outubro do ano corrente.
Segundo fontes do Imparcial Press, Aguinelo F. M. Alberto, Osvaldo Benjamin, Mário Ndele, Tusevo, Isabel Devia Luvenga e Adriano Maleca são apontados como integrantes de um grupo que estaria a transmitir informações ao primeiro secretário provincial do MPLA no Zaire, Adriano Mendes de Carvalho, visando alegadamente afastar determinados militantes da lista de delegados à conferência.
As mesmas fontes sustentam que alguns militantes estariam a ser apresentados como potenciais “votos contra” e, por essa razão, alvo de tentativas de exclusão do processo de escolha dos delegados. A situação estará a gerar preocupação entre sectores do partido, numa altura em que a estrutura provincial se prepara para o seu próximo conclave.
Os críticos de Adriano Mendes de Carvalho acusam ainda a direcção provincial de contribuir para o agravamento das divisões internas, apesar dos recentes apelos públicos à unidade e à coesão entre os militantes.
As fontes questionam igualmente a composição do gabinete do primeiro secretário provincial, alegando que vários dos seus colaboradores terão sido recrutados fora da província do Zaire, incluindo jovens provenientes de Luanda.
As críticas estendem-se ao desempenho político do MPLA na província nas eleições gerais de 2022, resultado que os autores das acusações consideram revelador das dificuldades enfrentadas pela estrutura partidária e que deveria levar a uma reflexão sobre a condução política do partido no Zaire.
Conforme os mesmos sectores, existe receio de que, após a realização da Conferência Provincial, possam ocorrer exonerações e actos de perseguição interna contra militantes considerados desalinhados com a actual direcção.
As acusações surgem num momento de disputa interna pela influência política e pela composição das estruturas partidárias, sendo defendida pelos seus autores a necessidade de preservar a unidade e a coesão do MPLA no Zaire.