
Para esta semana, trouxemos um artigo pertinente sobre o Dia da Mulher Advogada Angolana, uma vez que, pela primeira vez, Angola comemorou esta data no dia 1 de Setembro de 2026.
De realçar que a data foi proclamada na Conferência Nacional de Mulheres Advogadas, realizada no Namibe, nos dias 13 e 14 de Maio do ano em curso, cujo tema central foi «Desafios, liderança e o futuro da justiça angolana».
Vale lembrar que foram abordados temas pontuais, como o direito e as prerrogativas legais das mulheres, o combate à discriminação e ao assédio moral, e o futuro da justiça com as novas tecnologias de informação.
Dentre as oradoras, destacaram-se mulheres advogadas angolanas com uma experiência notável nos diversos ramos do Direito. Aliás, importa salientar que as advogadas angolanas têm, com muita dedicação e disciplina, alcançado lugares de destaque, sendo-lhes reconhecido o mérito pelos cargos e tarefas que têm desempenhado.
Outro dado importante é o facto de o número de mulheres inscritas na Ordem dos Advogados de Angola ser crescente, tendo contribuído para responder à procura nas diversas áreas de actuação do Direito.
Deste modo, a motivação e o desempenho demonstrados são um catalisador de inspiração para a mais nova geração, impulsionando a promoção da igualdade de género.
O papel da advogada angolana consubstancia-se na luta pela Justiça, pelo Estado Democrático de Direito, pela promoção da igualdade de género, da justiça social, dos direitos humanos e dos direitos fundamentais dos cidadãos, bem como no combate à violência doméstica, à discriminação social e ao assédio moral.
Neste sentido, seja em que área decidam exercer a advocacia, é visível que o fazem em atenção aos princípios da ética e da deontologia profissional que norteiam o exercício da advocacia, tal como previsto no Estatuto da Ordem dos Advogados de Angola.
No que concerne aos desafios, são vários, podendo ser citados dois de grande relevância, a saber: a dignidade profissional e o impacto tecnológico.
Relativamente à dignidade profissional, as advogadas angolanas têm usado a sua voz para que haja melhorias nas condições de trabalho para toda a classe e não estão indiferentes ao avanço das tecnologias. Desta forma, o impacto tecnológico trouxe a responsabilidade acrescida de se adaptarem às novas tecnologias, para aperfeiçoarem o seu trabalho.
Sublinha-se que a advogada angolana tem se destacado na liderança e gestão de escritórios, participando em conferências e mesas de debate sobre os mais diversos temas, com realce na sociedade.
Os ganhos e as conquistas do seu trabalho são imensuráveis, tanto do ponto de vista social como económico. A forma como têm-se posicionado e conquistado o seu espaço constitui motivo de regozijo para toda a classe.
Com efeito, é imprescindível destacar também o seu desempenho em causas sociais e o contributo para o aumento da cultura jurídica.
Em jeito de conclusão, que juntas continuemos a caminhar para a realização de um objectivo geral, que se quer uma sociedade unida, harmoniosa e coesa, para o engrandecimento da classe, velando pela justiça e pela dignidade humana.
Bem-haja à Advogada Angolana.
*Advogada e Mentora do Projecto Unidos Contra a Violência Doméstica no Género