Oficiais do SINSE ameaçam ex-candidato a vice-presidente da República
Oficiais do SINSE ameaçam ex-candidato a vice-presidente da República
noe mateus

O antigo candidato independente a deputado e a vice-presidente da República pela lista da extinta Aliança Patriótica Nacional (APN), nas eleições gerais de Agosto de 2022, Noé Francisco Dias Mateus, solicitou uma investigação às alegadas ameaças, perseguições e actos de sabotagem de que afirma ser alvo, suspeitando do envolvimento de oficias do Serviço de Informações e Segurança do Estado (SINSE).

Numa nota dirigida à Direcção do SINSE e ao Conselho de Defesa e Segurança Nacional, Noé Mateus alega que agentes ligados às estruturas do serviço de informações, nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo, poderão estar envolvidos em actos contra a sua pessoa, a Associação Amigos da VIDA e a Igreja Centro Casa de Oração.

O subscritor, que se apresenta como auditor de Defesa e Segurança Nacional, afirma ter mais de 20 anos de experiência no trabalho com comunidades vulneráveis em Angola, com formação nas áreas da segurança, do combate ao extremismo e da defesa dos direitos humanos, em particular da protecção das crianças.

Na exposição, Noé Mateus manifesta preocupação com o que considera vulnerabilidades na segurança pública e comunitária, alegando que os episódios denunciados poderão estar relacionados com interesses estrangeiros.

O autor da nota refere a existência de uma estrutura que identifica como um suposto Conselho de Defesa e Segurança da Liga Árabe, que, segundo afirma, estará a operar em Angola e poderá beneficiar da colaboração de agentes do SINSE.

Noé Mateus afirma igualmente ter sido alvo de várias tentativas de assassinato na sua residência, na via pública e na igreja, além de alegados actos de destruição e sabotagem contra a associação e a instituição religiosa a que está ligado.

O subscritor solicita, por isso, a averiguação das denúncias que afirma ter encaminhado anteriormente às autoridades e a adopção de medidas para garantir a sua segurança pessoal e a protecção das organizações.

Na mesma comunicação, manifesta receio de uma eventual fuga de informações no seio do SINSE para entidades estrangeiras, considerando que tal situação, caso seja confirmada, poderá colocar em risco a segurança de dirigentes do Estado e de cidadãos que colaboram com as instituições nacionais.

O autor defende que os serviços de informações devem actuar exclusivamente na defesa dos interesses do Estado angolano, da soberania nacional e da segurança dos cidadãos.

Noé Mateus denunciou ainda sobre a retirada de crianças das escolas por membros da comunidade muçulmana em Angola, apelando à protecção das crianças, resumido na expressão «Proteger a criança é honrar o futuro de Angola».

Noé Mateus apela também aos cidadãos, sobretudo aos jovens, para reforçarem a vigilância comunitária, tendo em conta os desafios de segurança que considera poderem surgir no período que antecede as eleições gerais de 2027.

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