Acesso à electricidade em Angola sobe de 43% para mais de 50% da população
Acesso à electricidade em Angola sobe de 43% para mais de 50% da população
energia

A taxa de acesso à energia eléctrica em Angola aumentou de cerca de 43% em 2017 para mais de 50% da população, anunciou hoje, quinta-feira, 15, o Presidente da República, João Lourenço, destacando os progressos registados na produção e distribuição de electricidade no país.

Na sua Mensagem sobre o Estado da Nação, proferida na Assembleia Nacional, o chefe de Estado afirmou que a expansão da electrificação tem produzido um impacto social expressivo, contribuindo para melhorar as condições de vida das famílias e reforçar o acesso aos serviços básicos.

Segundo João Lourenço, a capacidade instalada de produção de energia eléctrica passou de 4.659 megawatts (MW), em 2017, para 6.322 MW, resultado do investimento em aproveitamentos hidroeléctricos, centrais solares, reabilitação de infra-estruturas e modernização das redes de transporte e distribuição.

O Presidente angolano destacou a transformação da matriz energética nacional, actualmente dominada pela produção hidroeléctrica, com o reforço progressivo da energia solar, o que permite reduzir a dependência dos combustíveis fósseis e os custos associados à geração térmica.

Angola dispõe actualmente de 75 centrais de produção de electricidade, das quais 13 hidroeléctricas, 44 termoeléctricas, nove solares e nove híbridas, segundo os dados apresentados pelo chefe de Estado.

Entre os projectos concluídos, João Lourenço destacou o reforço da capacidade do aproveitamento hidroeléctrico de Luachimo, a reabilitação da central do Cunje e a construção de parques solares nas províncias de Benguela, Moxico, Lunda Sul, Bié e Huambo, entre outras iniciativas.

O chefe de Estado referiu igualmente a construção de linhas de transporte de energia, incluindo a ligação entre Capanda e Malanje, bem como os projectos destinados a integrar as províncias da Huíla e do Namibe no Sistema Eléctrico Nacional.

A capacidade instalada de produção deverá atingir cerca de 8.000 MW até ao final de 2027, com a entrada em funcionamento da primeira turbina do aproveitamento hidroeléctrico de Caculo Cabaça, a expansão da geração solar e a concretização de outros projectos estruturantes.

A construção da barragem de Caculo Cabaça, que apresentava uma execução física de 30%, segundo os dados divulgados, integra os principais investimentos em curso para aumentar a capacidade de produção eléctrica do país.

No transporte, a Rede Nacional conta com 5.860 quilómetros de linhas e 41 subestações, estando interligadas as regiões Norte, Centro e parte do Sul, que abrangem 13 províncias.

O Governo prevê expandir a rede para cerca de 8.870 quilómetros de linhas e 56 subestações, com o objectivo de integrar novas províncias, reduzir as desigualdades regionais no acesso à electricidade e reforçar a capacidade de resposta à procura nacional.

Abastecimento de água acima de 62%

Na mesma mensagem, João Lourenço anunciou que a cobertura nacional do abastecimento de água potável ultrapassou os 62% da população, tendo o Executivo estabelecido como meta superar os 65% até ao final do actual mandato.

Segundo os dados apresentados, a produção de água potável nas sedes provinciais e municipais aumentou de cerca de 828 mil metros cúbicos por dia, em 2017, para 1,326 milhões de metros cúbicos por dia.

Entre os projectos concluídos, o Presidente destacou a expansão dos sistemas de abastecimento de água no Lubango, N’Dalatando, Uíge e Luena, bem como a construção de novos sistemas no Huambo, M’Banza Kongo e Cuito.

Estes investimentos permitiram acrescentar aproximadamente 150 mil metros cúbicos por dia à capacidade de produção, de acordo com os números divulgados.

O chefe de Estado referiu ainda o aumento da capacidade de tratamento de água nas estações de tratamento, de 118.691 metros cúbicos por dia, em 2022, para 155.209 metros cúbicos por dia, bem como a redução da água não facturada de 69% para 62%.

João Lourenço considerou que a expansão dos serviços de electricidade e de água potável é determinante para melhorar a qualidade de vida das populações e apoiar o desenvolvimento da agricultura, da indústria, do emprego e da actividade empresarial em Angola.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido