
O músico, produtor e empresário angolano Dji Carvalho Júnior, conhecido artisticamente por Dji Tafinha, entregou na terça-feira, 02 de Novembro, ao Tribunal Constitucional (TC) as assinaturas dos cidadãos que aderiram ao projecto político “NÓS e a Ordem Social”, com vista à formalização do partido.
A informação foi avançada pelo próprio nas redes sociais, onde anunciou a conclusão desta etapa do processo de constituição da formação política e agradeceu aos cidadãos que manifestaram apoio à iniciativa.
“Hoje, com a entrega das assinaturas, damos mais um passo importante nesta caminhada”, escreveu Dji Tafinha, reconhecendo a confiança e o compromisso dos apoiantes e defendendo a construção de uma nova ordem social para Angola, sob o lema “ORDEM: AVANCEMOS”.
No acto de entrega da documentação, o fundador da iniciativa foi recebido por Dorivaldo Manuel, responsável pela área dos partidos políticos no Tribunal Constitucional, instituição competente para apreciar os pedidos de inscrição e verificar o cumprimento dos requisitos legais para a constituição de partidos.
Nos termos da Lei n.º 22/10, de 3 de Dezembro, Lei dos Partidos Políticos, o pedido de inscrição deve reunir, no mínimo, 7.500 cidadãos maiores de 18 anos e no pleno gozo dos direitos civis e políticos, incluindo uma representação mínima de residentes em todas as províncias do país.
O processo exige igualmente a apresentação dos estatutos e do programa do partido, aprovados em assembleia representativa, bem como documentação relativa aos subscritores e aos órgãos de direcção, entre outros elementos legalmente previstos.
A verificação das assinaturas e da documentação constitui uma fase determinante, tendo o Tribunal Constitucional, em anteriores processos, identificado irregularidades nas subscrições e insuficiências na comprovação da representatividade territorial de comissões instaladoras de outras formações políticas.
Dji Tafinha tornou pública a intenção de criar um partido político em Agosto de 2025, quando anunciou o início da elaboração dos estatutos e apelou à mobilização de apoiantes para a recolha das 7.500 assinaturas exigidas por lei, incluindo o mínimo previsto por província.
Na ocasião, o músico associou o projecto à intenção de participar na disputa política de 2027, tendo divulgado a ambição de concorrer à Presidência da República, numa altura em que o processo de organização da iniciativa ainda se encontrava numa fase inicial.
A iniciativa surge num contexto de preparação para as eleições gerais de 2027, num cenário em que a eventual entrada de novas formações partidárias depende do cumprimento das exigências legais e da respectiva inscrição junto do Tribunal Constitucional.
A data de entrega das assinaturas assinala, assim, a passagem de uma intenção anunciada publicamente para uma fase de apreciação institucional, permanecendo por conhecer o resultado da validação da documentação e o calendário de conclusão do processo.