
Com milhares de crianças e jovens fora do sistema de ensino; com altos níveis de pobreza e desemprego; um país desligado pois não existem vias de acesso que mantenha essa conexão, o nosso Presidente continua a apostar na impunidade, na perseguição política e no combate selectivo à corrupção como escapatória em uma era que não detém do apoio popular.
O Presidente da República mantém o país numa dinâmica de controlo pela promoção do medo e do cerceamento dos direitos políticos e civis permitindo que as estruturas do estado sejam um instrumento fácil de manipulação e orientação ideológica violando incessantemente o princípio da separação de poderes.
Angola pertence a todos nós, a liberdade de expressão é uma agulha no palheiro, só se fala o que se permite e não se permite oque se fala, os serviços secretos gastam mais energia mapeando as casas e locais de trabalho dos que se ousam em pensar diferente do que propriamente defender a integridade do território contra os inimigos da paz.
A ganância deste senhor é tanta que prefere por em jogo a sanidade de um país em detrimento dos seus interesses pessoais, gastando os escassos recursos do estado para ludibriar a opinião pública e a comunicação social.
Soltem os presos políticos, e prendam a vossa atenção para as necessidades básicas do nosso país, o vosso orgulho mata milhares de pessoas de fome, malária, diarréia e anemia.
O mercado informal cresce a cada dia fruto das dificuldades em se encontrar um emprego, a criminalidade tornou-se uma moda, e a luta pela sobrevivência ganhou uma nova roupagem nestes actos.
O povo angolano está jogado a sua sorte vivendo de migalhas que vão caindo da mesa, e quem sente-se confortável com isso?
O camarada Presidente da República que nada faz para melhorar a situação do povo, e que inversamente combate usando as forças de repressão do estado. Quando sermos independentes destes governantes eles terão que prestar conta com a justiça e pagar pelos crimes que vão cometendo.
A juventude não tem voz nem dignidade, vê a imigração como escapatória mais acertiva, as dificuldades vão se multiplicando a cada dia e as hostilidades vão se aguçando, o povo respeita à Constituição atitude que não se verifica aos que dirigem o país sobre o braço-de-ferro com um poder ilegítimo resultante do golpe constitucional das últimas eleições.
Angola está desorientada e na escuridão em uma era da luz.