
Os jornalistas angolanos Carlos Alberto e João Walter dos Santos viram cassadas, recentemente, as suas carteiras profissionais, por um período de três meses, pela Comissão da Carteira e Ética (CCE), organismo de direito público, de âmbito nacional, encarregue da autorregulação do exercício do jornalismo no país, por violarem normas que regem as suas actividades.
A medida disciplinar foi aplicada aos jornalistas pelo facto, do primeiro [Carlos Alberto] se recusar a responder as três convocatórias deste órgão, para audição nos dias 30/11/2022, 20/12/2022 e 30/12/2022. Já o segundo [João Walter dos Santos] admitiu ter violado as normas que regem o exercício do Jornalismo em Angola
Consoante as deliberações da CCE, Carlos Alberto, do portal A Denúncia, foi sancionado com a suspensão da actividade profissional pelo facto de desrespeitar a CCE, ao não comparecer à audição no seguimento de um processo disciplinar aberto em Agosto de 2022, por indícios de violação da ética e deontologia profissional, bem como dos deveres dos jornalistas.

O processo foi aberto na decorrência de uma participação feita por Luís Assunção Pedro da Mouta Liz.
Já a suspensão aplicada ao jornalista João Walter dos Santos, da Rádio Global, aconteceu por “injúria e ataque à honra e ao bom-nome” dos jornalistas da Rádio Ecclésia, José Diogo (De Belém), Esmeralda Chiyaka Direito e Anastácio Sasembele.
“Chamado ao processo para se opor, João Walter dos Santos admitiu a violação das normas que regem o exercício do Jornalismo em Angola, ao confessar que buscou, com tal expediente, pressionar a emissora a disponibilizar o áudio do programa Eterno Jovem, do qual participou, visando a partilha nas redes sociais”, refere a Comissão da Carteira e Ética na deliberação que suspende a carteira profissional de jornalista a João Walter dos Santos.
