
Três prédios, situados na cidade do Huambo, província com o mesmo nome, encontram-se em risco iminente de desabar, por apresentarem um estado avançado de degradação, com um total de 215 famílias. Trata-se dos prédios da Fapa, com mais de cem famílias, Angotel, com 70, e da Energia, com 45.
A degradação da estrutura física dos mesmos, construídos há mais de 50 anos, foi se agravando por terem sido flagelados durante o conflito armado, associado ao mau uso e a falta de manutenção.
A informação foi prestada pelo vice-governador para os Serviços Técnicos e Infra-estruturas do Huambo, Elmano Francisco, que falava à imprensa, no final da visita que o ministro da Administração do Território, Dionísio Manuel da Fonseca, efectuou ontem, sábado, 29, aos edifícios da Fapa e Angotel, com o objectivo de constar o estado actual das infra-estruturas.
Segundo o responsável, o número de famílias resultou do cadastramento efectuado, recentemente, por uma comissão criada no quadro do processo de desalojamento das mesmas, em função do risco de vida que correm.
Explicou que dos três edifícios, o da Fapa e Angotel são os que apresentam maior preocupação, por estarem num estado de degradação avançada e no linear de desabar.
Por conta disso, continuou, aproveitou-se a visita do ministro, que se faz acompanhar por uma equipa de técnicos do Laboratório Nacional de Engenharia, de modo a avaliar o estado actual dos imóveis e encontrar, de forma conjunta, uma solução.
Quanto ao desalojamento das famílias visadas, assegurou que o Governo da província está a criar as condições necessárias, num processo que conta com a participação das mesmas.

in Angop