
A semelhança das décadas 60, no arranque do África 2063 e no ano jubilar 2025, a África abaixo do Saara enfrenta um calor de mentes astutas, já apelidadas de Geração Z, geração liquida que quer ao menos lavar a sua parte na sujeira, quer escapar do pacote das promessas adiadas, dos soldados desconhecidos e dos mortos sem recompensa.
Desta vez, são gritos de liberdades e continuações de guerras já começadas com inverdades, injustiças e más governações. Protestos, manifestações, eleições de simples aparência e discursos nacionalistas marcam o continente berço nos últimos dias. Vamos ao rescaldo:
No Zimbábue, Emmerson Mnangagwa teve folego e visão para continuar o seu monólogo sobre o Estado da Nação com lanterna de pilha após falha de energia no parlamento.
Televisões ligadas e dedos sobre os papéis o resumo de uma governação obscura. Não precisando continuar o discurso do estado da nação afinal o estado do Estado já estava visível.
Enfim, onde estão as nossas bibliotecas vivas? Fazem-nos bem que certos nomes de chefes de Governo e de Estado não apareçam nos manuais de história, são tantos crimes de lesa a humanidade que supera em falta de vergonha o tráfico negreiro.
Pior de tudo é que as nossas bibliotecas vivas (mais velhos) destruíram as próprias referências… já não se pode encontrar sabedoria, agora encontramos dentes de ouro substituindo o dente amarelo da velhice.
De velhice temos lares de referência, o velho sonolento Tinubu na Nigéria está em maus lençóis com o perdedor do Prémio Nobel, Mister Trump: ou os cristãos irão rezar bem ou bem? E claro, com petróleos ao meio da mesa sob o pretexto de liberdade religiosa negreira.
O velho a dormir de tanto governar o quintal Uganda, o filho maior nas armadas manda boca que os Bob ́s, cães de raça, não pegarão nenhum osso, espíritos de ratos, rutos e ratatuis (quenianos) não serão tolerados na ugandia. Muhoozi disse: “Meu pai me manteve aqui como Chefe das Forças de Defesa para momentos como este”.
Quais momentos? De hegemonia intelectual africana? De manifestações contra opressores?
Nas terras dos leões de Tarangas, Camarões, a europeicidade tomou lugar, a africaneidade está de retiro, até preservativos serviram de proteção para um legado que já dura 4 décadas, com 7 mandatos ininterrupto, número da perfeição, Paul Biya confirmou a sua morte no trono… poder absoluto.
Só a morte lhe separará do trono, divórcio triste… daria para uns dois mandatos a biolos franceses.
A fechar, na Tanzânia, “a aluna querida de Nicolau Maquiavel – Alberto Watonda”, fez das suas, jogou todos os que têm vozes contrárias no cárcere, das grades saem vozes desautorizas, abafadas de maus cuidados e quem sabe um pouco de sangue numa pequena rebelião.
A aluna, pelos vistos, participou em todas as aulas, não faltou se quer no dia em que o próprio professor informou que não daria aula. E como se não bastasse, descobrimos que a ditadura, não tem só mão masculinas, a ditadura não é só dos e para os homens, tomada pela tristeza, a coordenador nacional da SFL em Angola, Piedade Pires, perguntou: “Para onde e aonde vamos amada África? Até as matriarcas estão sendo tirânicas…”.
Onde vamos não se conhece, mas bom lugar não será… teremos destruição e morte, restando invocar a “Mãe África” para expurgar esses seus filhos malandros, que não aprenderam a lição de casa – UBUNTU.
Acrescenta, Mário Zezano: “Mais velhos sem juízo a levarem os seus países ao caos por amor ao poder e ao dinheiro. Esses mais velhos são uma anedota, e depois aparecem com discursos gerontocráticos do tipo: ‘na boa do velho sai dente podre, e não sai palavra podre’. Vão passear. A realidade tem sido um fustigante correctivo”.
Enfim, o mundo não tem notícia mais que África… alô Sudão, Sudan (Bendita terras dos negros)!
*Discente de Direito