Angola prevê introduzir vacina contra a malária em 2026
Angola prevê introduzir vacina contra a malária em 2026
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O Governo angolano prevê introduzir, a partir de 2026, a vacina contra a malária, considerada uma “arma forte e segura” no combate à principal causa de mortalidade no país, anunciou na quarta-feira, em Luanda, a ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

As vacinas RTS,S (Mosquirix) e R21/Matrix-M, aprovadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), serão aplicadas em crianças, com um esquema completo de quatro doses, conforme as recomendações internacionais.

Em declarações à Angop, a ministra não precisou a data exata de início da imunização, mas adiantou que o Executivo “já está a criar todas as condições logísticas e técnicas necessárias” para a implementação da medida, que classificou como “um passo decisivo na luta contra a malária em Angola”.

“A introdução da vacina integra uma estratégia nacional abrangente de combate à malária, que visa reduzir significativamente a incidência e mortalidade associadas à doença, reforçando, ao mesmo tempo, a capacidade de resposta do sistema nacional de saúde”, sublinhou Sílvia Lutucuta.

A governante destacou que, embora o país tenha registado progressos importantes, o combate à malária “não deve ser visto apenas como uma questão de saúde”, chamando a atenção para o papel dos determinantes sociais, como o saneamento básico, o acesso à água potável e a educação sanitária.

Segundo dados oficiais, Angola registou uma redução de casos de malária de cerca de 10 milhões em 2024 para 6,9 milhões no primeiro semestre de 2025, um decréscimo que a ministra atribui à melhoria na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento.

“Ainda não são números satisfatórios, mas demonstram que estamos no caminho certo. Hoje diagnosticamos e tratamos mais cedo, o que tem contribuído para salvar vidas”, afirmou.

Sílvia Lutucuta frisou também que o combate à malária é conduzido de forma multissectorial, sob coordenação da Vice-Presidente da República, Esperança Costa, envolvendo os ministérios da Saúde, Ambiente, Finanças, Energia e Águas, Acção Social e Administração do Território.

“Cada ministério tem responsabilidades específicas dentro do plano estratégico nacional de combate à doença”, observou.

Reforço da vigilância epidemiológica

Paralelamente à introdução da vacina, o Executivo está a reforçar o sistema de vigilância epidemiológica e a capacidade laboratorial em todo o território nacional.

Estão em curso projetos para expandir a rede de laboratórios de referência em 12 províncias e para criar os Centros de Operações de Emergência em Saúde Pública (COESP), cuja entrada em funcionamento está prevista para o primeiro semestre de 2026.

“Hoje dispomos de maior capacidade de resposta em situações de emergência e já conseguimos realizar, a nível local, diagnósticos de várias doenças com potencial epidémico”, concluiu a ministra.

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