
O activista cívico Barreto Pascoal denunciou o alegado abandono das obras de construção de uma escola com 24 salas de aula, no município de Cacuaco, em Luanda, orçada em 583,4 milhões de kwanzas, no âmbito do Plano Integrado de Intervenção nos Municípios (PIIM).
Ao Imparcial Press, o activista alega que a obra, da responsabilidade da Administração Municipal de Cacuaco e adjudicada à empresa ALC Construção Civil, tem um prazo de execução de 220 dias, equivalente a pouco mais de sete meses, tendo os trabalhos começado em Junho deste ano.
De acordo com Barreto Pascoal, em Outubro de 2026, o local apresenta uma estrutura inacabada, chapas de protecção danificadas e vegetação, situação que considera incompatível com os objectivos do projecto e com o investimento público anunciado.
O activista questiona o estado de execução da empreitada e a aplicação dos 583.440.967,51 kwanzas previstos para a construção da escola, alegando que crianças da circunscrição continuam a estudar sem condições adequadas, incluindo a falta de carteiras.
Destarte, Barreto Pascoal solicita o esclarecimento dos custos e das condições contratuais da obra, defendendo que o contrato seja tornado público e que sejam apuradas eventuais responsabilidades.
O activista apela ainda à intervenção da Procuradoria-Geral da República (PGR), do Tribunal de Contas e da Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE), para que sejam averiguadas as circunstâncias em que a empreitada foi executada e a utilização dos fundos públicos.