Comandante da Polícia na Matala suspenso por suspeitas de envolvimento no garimpo ilegal de ouro
Comandante da Polícia na Matala suspenso por suspeitas de envolvimento no garimpo ilegal de ouro
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O comandante municipal da Polícia Nacional na Matala, província da Huíla, superintendente-chefe Isaac Alegria Chivela, encontra-se suspenso de funções desde Abril e sob investigação por alegado envolvimento em actividades de exploração ilegal de ouro no município vizinho do Dongo.

A informação foi confirmada pelo chefe do Departamento de Segurança Pública e Operações do Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla, superintendente Eliseu Justo Muhichiqueno, durante a apresentação dos resultados da primeira fase da operação “Quebra Molas”.

Segundo o oficial, as suspeitas surgiram no decurso da operação policial realizada entre 21 de Abril e 1 de Maio, destinada ao combate ao garimpo ilegal nas localidades de Cahali e Capama, no município do Dongo.

“Elucidamos que o oficial ainda não foi exonerado. Existem suspeitas da sua participação na actividade ilegal, razão pela qual foi aberto um inquérito por orientação do comandante provincial, comissário Divaldo Martins”, explicou Eliseu Muhichiqueno.

O responsável acrescentou que a suspensão preventiva integra os procedimentos internos normais da corporação sempre que existam indícios de irregularidades envolvendo efectivos da instituição.

“Trata-se de um processo próprio de qualquer instituição, baseado em informações que apontam para eventuais irregularidades praticadas por um dos seus membros”, referiu.

Na sequência da suspensão, o comando provincial da Polícia Nacional nomeou interinamente o intendente Gilson do Rosário Ngoia para assegurar a direcção do comando municipal da Matala.

A operação “Quebra Molas” resultou já na detenção de dezenas de cidadãos nacionais e estrangeiros suspeitos de envolvimento no garimpo ilegal, bem como na apreensão de ouro, armas de fogo, equipamentos de extracção mineira e elevadas quantias monetárias.

As autoridades policiais consideram que a exploração ilícita de ouro no Dongo representa uma ameaça à segurança pública, ao ambiente e à estabilidade social da região, admitindo igualmente a existência de redes organizadas de financiamento e protecção da actividade ilegal.

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